Verificação de causa da morte é feita apenas em São Paulo e pode demorar um mês; parceira pode dar resultados em três dias
Após a Secretaria da Saúde confirmar a terceira morte por febre amarela em Batatais (SP) em 2024, pesquisadores da USP de Ribeirão Preto e da Unesp de Jaboticabal intensificaram os esforços para identificar o vírus rapidamente. A preocupação se deve ao registro de 24 macacos mortos ou doentes pela doença nos últimos 12 meses, principalmente nas regiões de Ribeirão Preto, Barretos, Jaboticabal e Franca.
Investigação Acelerada
O infectologista da USP, Benedito Fonseca, explicou que o Instituto Adolfo Lutz está sobrecarregado, o que motivou a parceria entre as universidades. A iniciativa visa analisar macacos encontrados mortos na região, buscando agilizar a detecção do vírus da febre amarela. A expectativa é obter resultados em até 72 horas após a coleta das amostras, com início previsto para o começo de fevereiro.
Casos Recentes e Preocupações
A última vítima em Batatais foi um trabalhador rural de 36 anos, que faleceu em 8 de janeiro após apresentar sintomas como febre e dores no corpo. Inicialmente, suspeitou-se de hantavirose. Em Américo Brasiliense, uma mulher de 68 anos morreu em 3 de janeiro. Ambos os casos são autóctones (infecção dentro do estado de São Paulo). Houve também um óbito em Santana do Parnaíba, de um morador infectado em Minas Gerais, onde há um surto com 25 mortes confirmadas. Em Ribeirão Preto, um homem de 52 anos morreu em dezembro de 2023. Todos os casos são de febre amarela silvestre.
O principal temor é a disseminação do vírus para as áreas urbanas, com transmissão pelo mosquito Aedes aegypti, que também transmite dengue, zika e chikungunya. A Secretaria Estadual da Saúde recebeu dois milhões de doses de vacina contra a febre amarela do governo federal entre julho de 2023 e janeiro de 2024.
Prevenção e Vacinação
A rápida identificação do vírus e a ampliação da investigação são cruciais para conter o avanço da doença e proteger a população. A vacinação continua sendo a principal medida preventiva, especialmente para aqueles que vivem em áreas de risco ou que irão viajar para regiões com surtos de febre amarela.



