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União Pró-Vacina aponta que em dois meses 368 notícias falsas sobre vacinas foram publicadas no Facebook

João Henrique Rafael, analista de comunicação do Instituto de Estudos Avançados da USP, analisa os impactos das fake news
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João Henrique Rafael, analista de comunicação do Instituto de Estudos Avançados da USP, analisa os impactos das fake news

João Henrique Rafael, analista de comunicação do Instituto de Estudos Avançados da USP, analisa os impactos das fake news

O aumento da circulação de notícias falsas sobre vacinação contra a Covid-19 em redes sociais é preocupante, como mostra um estudo da União Pró Vacina.

Monitoramento da União Pró Vacina

Entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, foram identificadas 368 publicações com conteúdo falso no Facebook, um número muito superior às 87 postagens encontradas entre maio e julho de 2020. Este aumento coincide com o início da circulação das vacinas no mundo.

Estratégias de Disseminação e Impacto

O estudo monitorou grandes grupos antivacina no Facebook, observando que a demanda por informações sobre vacinação foi explorada para disseminar desinformação. As postagens geralmente incitam o medo, com narrativas de reações adversas graves ou óbitos após a vacinação. A disseminação de informações falsas por figuras públicas com grande número de seguidores amplifica o impacto negativo, como observado após declarações do presidente da República sobre a não obrigatoriedade da vacina. Essas declarações foram rapidamente disseminadas em grupos antivacina.

Combate à Desinformação

Para combater a desinformação, é necessário um esforço coordenado entre plataformas, autoridades e a comunidade científica. As plataformas têm atuado na remoção de conteúdo falso, como demonstrado pela remoção de um grupo antivacina pelo Facebook. A comunidade científica precisa reforçar a importância da vacinação com base em evidências científicas, combatendo a queda na adesão às vacinas observada desde 2015. A fiscalização e o combate à desinformação são cruciais não apenas para a saúde individual, mas também para a saúde coletiva.

O Facebook, em resposta ao estudo, afirma que a pesquisa representa uma pequena amostra e não reflete o trabalho da rede social em fornecer informações confiáveis sobre o coronavírus. A empresa destaca ações como a conexão de mais de dois bilhões de pessoas a informações oficiais de saúde e a remoção de mais de 12 milhões de postagens com desinformação sobre a Covid-19. Conteúdo que viola as políticas do Facebook e é marcado como falso tem seu alcance restringido.

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