Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
A partir da próxima segunda-feira, moradores do Sumarezinho em Ribeirão Preto enfrentarão mudanças no acesso à saúde. A Unidade Básica Distrital de Saúde (UBDS) da Rua Cuiabá será interditada para reformas, visando aprimorar as instalações e transformá-la em uma unidade de pronto atendimento. Embora a modernização seja vista com bons olhos, a interrupção temporária dos serviços gera apreensão entre os pacientes.
Incertezas no Atendimento Especializado
Pacientes que necessitam de tratamentos específicos manifestam preocupação com a interdição. Acio Gomes Moreira, pai de um jovem de 17 anos que precisa de internação psiquiátrica, relata dificuldades em obter informações claras sobre o encaminhamento do filho. A única informação recebida foi sobre a existência de uma estrutura no Sumarezinho para atender o adolescente, sem, no entanto, fornecer prazos ou garantias.
“Até hoje estou esperando”, desabafa Moreira, que busca atendimento no Sumarezinho por falta de estrutura adequada em outras unidades. A reforma da UBDS da Rua Cuiabá adiciona uma camada de incerteza à sua busca por tratamento para o filho.
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Falta de Informação e Aumento da Distância
Outros pacientes também reclamam da falta de comunicação sobre a interdição. Ausência de avisos na unidade gerou surpresa e preocupação. Nilsson Ananias Cândido, vendedor ambulante de 65 anos, expressa receio quanto ao aumento da distância para buscar atendimento e a possível sobrecarga em outras unidades. Ele teme que a demora no atendimento se agrave caso não haja reforço adequado de profissionais.
“Vai ficar difícil, vai ficar longe”, lamenta Cândido, referindo-se à UPA da Vivergina. Ele enfatiza a necessidade de mais médicos e um serviço eficiente para atender a população com prioridade.
Alternativas e Reforço no Atendimento
A Prefeitura de Ribeirão Preto informou que, durante a reforma, os pacientes serão direcionados para outros quatro pontos de atendimento: a UBDS do Quintino Facci II, o posto da Vivergina, a UPA da 13 de Maio e a UBDS Central na Avenida Jerônimo Gonçalves, que será reaberta após reforma. A administração municipal garantiu que o quadro de profissionais será reforçado em todas as unidades para suprir a demanda.
A obra, com duração prevista de 18 meses, está orçada em mais de R$ 1,8 milhão, com recursos provenientes do governo federal e do próprio município.
A interdição da UBDS da Rua Cuiabá representa um período de adaptação para os moradores do Sumarezinho. O desafio será garantir que o acesso à saúde não seja prejudicado durante a reforma, com informações claras e um atendimento eficiente nas unidades alternativas.



