Documento solicita agilidade na remoção de paciente que já receberam alta; nesta quarta (10), 191 pessoas estavam internadas
O sistema de saúde de Ribeirão Preto enfrenta uma grave crise de superlotação, afetando hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs). Pacientes com sintomas gripais, como febre, tosse e coriza, enfrentam longas esperas por atendimento, exames e internação, resultando em casos de óbitos por demora no atendimento.
Alta Demanda e Demora no Atendimento
A alta demanda em unidades de saúde de Ribeirão Preto e região é um problema que se arrasta desde fevereiro. Hospitais municipais e estaduais reconhecem a situação crítica, mas não conseguem agilizar o atendimento. A espera por vagas de internação e a demora na liberação de pacientes que já receberam alta impactam diretamente no fluxo de atendimento, deixando pacientes debilitados esperando por horas ou até dias.
Superlotação e Falta de Recursos
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, por exemplo, emitiu um ofício ao governo estadual relatando superlotação, com 191 pacientes internados em uma unidade com capacidade para 187 leitos. A Santa Casa também enfrenta situação semelhante, com 200% de ocupação e todos os leitos de UTI e CTI ocupados. A falta de vagas leva pacientes a aguardarem atendimento em locais inadequados, como corredores de emergência, comprometendo a qualidade do atendimento e a segurança do paciente. A situação se agrava pela falta de profissionais de saúde em algumas unidades e pela ineficiência no processo de regulação, que muitas vezes encaminha pacientes para hospitais que não possuem vagas disponíveis.
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Soluções e Perspectivas
Apesar dos problemas, algumas medidas estão sendo tomadas. O Hospital das Clínicas busca otimizar o fluxo interno de pacientes, dando alta mais eficientemente e reabrindo leitos antes bloqueados por falta de funcionários. A Secretaria Estadual da Saúde afirma que ninguém ficou sem atendimento, mas admite o aumento de pacientes desde fevereiro. A UPA da 13 de Maio, em reforma, também enfrenta problemas de superlotação, com pacientes aguardando transferência em condições precárias. A situação exige soluções urgentes e efetivas para garantir um atendimento digno e eficiente à população, evitando novas tragédias.



