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Unidade do Ibama em Ribeirão Preto pode ser fechada

Reestruturação deve acabar com unidade que atendia 84 municípios; região ficaria com a sede de São José do Rio Preto
Unidade Ibama Ribeirão Preto
Reestruturação deve acabar com unidade que atendia 84 municípios; região ficaria com a sede de São José do Rio Preto

Reestruturação deve acabar com unidade que atendia 84 municípios; região ficaria com a sede de São José do Rio Preto

A possível transferência do escritório regional do Ibama de Ribeirão Preto para São José do Rio Preto tem gerado controvérsia e preocupação na região. Após 26 anos de atuação na cidade, o fechamento da unidade, justificado por cortes no orçamento do órgão, pode impactar significativamente a fiscalização ambiental e o atendimento a diversos municípios.

Impacto Regional e Atendimento

Eliana Velote, chefe do escritório regional do Ibama em Ribeirão Preto, expressa surpresa e busca explicações para a mudança. A unidade atende uma vasta área, abrangendo 84 municípios e cerca de 3,5 milhões de pessoas. O atendimento abrange desde criadores de pássaros até questões relacionadas ao comércio federal, impactando cidades como Piracicaba, Rio Claro e Americana. A transferência para São José do Rio Preto pode dificultar o acesso da população aos serviços do Ibama, especialmente para aqueles que residem em localidades mais distantes, como São João da Boa Vista e Águas da Prata.

Atuação no Aeroporto e Comércio Exterior

A presença do Ibama em Ribeirão Preto é crucial para a fiscalização no Aeroporto Leite Lopes, especialmente no que se refere ao comércio exterior e ao combate à pirataria. O escritório local realiza apreensões de animais silvestres nos Correios, utilizando equipamentos de raio-x. A estrutura montada em Ribeirão Preto para receber cargas e realizar essas fiscalizações é um diferencial em relação a outros escritórios. A perda dessa estrutura pode comprometer a eficiência das operações no aeroporto e no combate a crimes ambientais.

Reações e Mobilização

O ambientalista Paulo Finotti critica a possível mudança, classificando-a como um retrocesso e destacando a importância do Ibama para o licenciamento ambiental e o combate à biopirataria, especialmente em uma região caracterizada como rota de tráfico de animais. Marco Hernani e Issa Luiz, presidente do consórcio dos municípios da Automogiana, também manifestou preocupação e anunciou que o consórcio se posicionará contra o fechamento. Antônio Carlos Maçoneto, presidente da Associação Comercial de Ribeirão Preto, solicitou apoio de políticos da região para evitar a ausência do Ibama na cidade, alertando para os problemas que o fechamento pode causar na fiscalização de rios, importação e exportação, e na operacionalização do aeroporto internacional de cargas.

Diante da repercussão, a prefeita de Arcivera enviou um e-mail à presidente do Ibama, Marilene Ramos, ressaltando a importância da base para a região e alertando que o fechamento seria um retrocesso, considerando a internacionalização do aeroporto Leite Lopes e a criação da região metropolitana de Ribeirão Preto.

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