Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com César Caparelli
Servidores do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) do bairro Campos Elíseos, em Ribeirão Preto, paralisaram suas atividades em protesto contra a falta de segurança no local. A unidade, que presta atendimento a moradores de rua, enfrenta um impasse com a prefeitura em relação às medidas de proteção aos funcionários.
Ameaças e Paralisação
De acordo com o sindicato dos servidores municipais, a paralisação é motivada por ameaças de morte sofridas por duas agentes do Creas. Essa é a segunda vez no mês que os 16 servidores da unidade interrompem o trabalho, alegando que a prefeitura não cumpriu a promessa de reforçar a segurança no local com a presença de vigilância.
Promessas Não Cumpridas e Cadastro Inoperante
A servidora Nierlani Silva relata que, após a primeira paralisação em 3 de fevereiro, foi prometida a presença rotativa de seguranças a cada duas horas, o que não se concretizou. Além da questão da segurança, o sindicato denuncia problemas de infraestrutura e alega que o cadastro de pessoas assistidas pelo Creas está inoperante, dificultando o trabalho da equipe.
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Resposta da Prefeitura e Próximos Passos
A prefeitura nega as alegações de problemas no cadastro e afirma que a Guarda Civil Municipal (GCM) realiza monitoramento constante da unidade, com viaturas nos horários de abertura e fechamento. A administração municipal também garante que o Creas conta com um vigia durante todo o expediente. O presidente do sindicato, Wagner Rodrigues, informou que a Comissão de Direitos Humanos da OAB e o Ministério Público serão acionados para analisar a situação do Creas dos Campos Elíseos.
A situação expõe a tensão entre os servidores e a administração municipal em relação às condições de trabalho no Creas, e as próximas medidas podem ser cruciais para garantir a segurança dos funcionários e a continuidade dos serviços à população vulnerável.



