Fim da paralisação estadual foi anunciado para várias cidades na sexta-feira, mas não foi assinado
A greve do INSS, embora tenha tido sua suspensão anunciada, ainda deixa muitas unidades sem funcionamento pleno, causando transtornos e dúvidas à população que busca atendimento. Em Ribeirão Preto, a repórter Eloisa Zaruz encontrou diversos cidadãos em busca de informações e soluções.
Dificuldades e Orientações na Porta das Agências
Na agência da Avenida Quito Junqueira, em Ribeirão Preto, o atendimento tem sido realizado de forma improvisada, na porta da agência. Daisy Andrade, que precisa renovar o auxílio reclusão trimestralmente, relata que, por sorte, seu cadastro ainda não foi bloqueado. Ela obteve orientação do lado de fora da agência e teme que a greve possa impactar seus futuros recebimentos. Apesar do transtorno, Daisy tem se mantido informada por telefone para evitar o bloqueio do benefício.
Preocupações com Agendamentos e Perícias
A situação gera preocupação em quem tem agendamentos futuros. Priscila da Silva de Souza, com atendimento agendado para o próximo mês, buscou informações na agência, mas não obteve respostas concretas. A incerteza sobre a realização do atendimento causa frustração, já que ela depende do serviço e tem um horário marcado. Para esclarecer as dúvidas, a CBN Ribeirão entrevistou o advogado Leonardo Barbosa Moreira, especialista no assunto.
Direitos e Procedimentos Durante a Greve
Leonardo Barbosa Moreira explicou que o segurado do INSS não deve ser prejudicado pela greve. Caso a perícia não seja realizada na data agendada, o segurado pode reagendar o atendimento pelo telefone 135 ou pelo site do INSS. O pagamento do auxílio-doença deve ser mantido até a realização da perícia. Mesmo quem já recebia o benefício e não conseguiu realizar a perícia de prorrogação deve ter o pagamento mantido até o novo agendamento. Em casos de extrema necessidade, o segurado pode recorrer à Justiça para garantir a realização da perícia.
Apesar das dificuldades, o INSS deve manter seus serviços, e os segurados têm direito à informação e à continuidade dos benefícios. A expectativa é que os atendimentos sejam normalizados em breve, mas a demanda reprimida pode causar atrasos.



