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Unidades de conservação do estado são fechadas por conta dos riscos de incêndios

Trabalhos estão sendo feitos para inibir novos focos; diretor da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz, explica
Dos riscos de incêndios
Trabalhos estão sendo feitos para inibir novos focos; diretor da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz, explica

Trabalhos estão sendo feitos para inibir novos focos; diretor da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz, explica

O governo do estado de São Paulo, Dos riscos de incêndios, por meio da Fundação Florestal, anunciou o fechamento emergencial de 80 unidades de conservação e parques localizados na região metropolitana e no interior do estado. A medida visa prevenir riscos à segurança dos visitantes e intensificar as ações de combate aos incêndios florestais que têm afetado diversas áreas protegidas.

Na região que abrange Ribeirão Preto, Dos riscos de incêndios, Franca, São Carlos e Araraquara, 11 unidades de conservação foram fechadas. Rodrigo Levi-Covis, diretor executivo da Fundação Florestal, explicou que a decisão foi tomada com base em dados meteorológicos fornecidos pelo gabinete de crise instalado para monitorar e controlar os incêndios.

“Fechamos todas as unidades de conservação da região metropolitana e do interior, uma decisão baseada nos dados meteorológicos que o gabinete de crise apurou. Essa medida tem como objetivo principal garantir a segurança dos visitantes e permitir que nossa equipe esteja 100% focada no monitoramento e no combate aos incêndios”, afirmou Levi-Covis.

Fechamento das unidades e reforço no combate aos incêndios

O fechamento das unidades tem como objetivo evitar que pessoas estejam em áreas afastadas, onde o risco de sofrer com a fumaça ou com as chamas é elevado. Além disso, com as unidades fechadas, as equipes da Fundação Florestal podem concentrar esforços no monitoramento e no combate inicial aos focos de incêndio, buscando impedir que eles se tornem de grande proporção.

Na região, entre as unidades fechadas estão a Estação Experimental de Araraquara, Luiz Antônio, São Simão, Floresta em Batatás, Bebedouro, Cajuru, Porto Ferreira e o Parque Estadual de Vassununga, uma grande reserva ambiental. Essas áreas contam com equipes de vigilância e o policiamento militar ambiental será reforçado para coibir a presença de visitantes e prevenir incêndios provocados.

Além disso, a Fundação Florestal está mobilizando brigadistas e bombeiros civis para intensificar o monitoramento territorial. Equipes do litoral e do Vale do Ribeira foram deslocadas para o interior do estado, e novos contratos para contratação de brigadistas estão sendo firmados. Segundo Levi-Covis, 44 brigadistas adicionais devem chegar ainda nesta semana para reforçar as ações de combate.

Importância das unidades de conservação para o estado: Levi-Covis destacou a relevância dessas áreas para a preservação da biodiversidade e para o equilíbrio ambiental do estado de São Paulo. As unidades de conservação funcionam como “arcas de Noé”, abrigando o maior banco genético da fauna e flora locais, o que é fundamental para garantir a perpetuação das espécies no futuro.

“Essas áreas têm uma importância muito grande para a preservação das espécies de animais silvestres e da flora, além de contribuírem para a microregulação do clima, segurança hídrica e equilíbrio ambiental. São espaços de lazer, contemplação e saúde pública para a população”, explicou o diretor executivo.

Impactos dos incêndios na fauna e previsão para reabertura

O diretor reconheceu que alguns animais morreram em decorrência dos incêndios, mas ressaltou que o trabalho das equipes e as chuvas recentes ajudaram a minimizar os danos nas unidades de conservação. Até o momento, não foram registrados impactos de grande proporção nas áreas protegidas.

Sobre a reabertura das unidades, não há uma data definitiva. A Fundação Florestal estabeleceu inicialmente o dia 12 de setembro como uma possível data para reavaliar a situação, mas a decisão será tomada com base em dados científicos, considerando as condições meteorológicas e a opinião de órgãos como defesa civil, corpo de bombeiros, polícia militar, CETESB e a população.

“Estamos trabalhando com uma perspectiva de severidade para as próximas duas semanas. No dia 12, faremos uma nova avaliação e a decisão será colegiada, sempre baseada em dados científicos e na opinião dos especialistas”, afirmou Levi-Covis.

Informações adicionais

O fechamento das unidades de conservação é uma medida emergencial para proteger tanto a população quanto a biodiversidade do estado de São Paulo. O reforço no policiamento e no combate aos incêndios, aliado à mobilização de brigadistas e bombeiros civis, busca conter os focos de incêndio e preservar os ecossistemas afetados. A Fundação Florestal mantém monitoramento constante e trabalha em parceria com diversos órgãos para garantir a segurança e a conservação ambiental.

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