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Unidades de saúde lotadas, atendimento demorado e baixa qualidade…

Pacientes aguardam, em média, três horas nas UPAs da 13 de Maio e Simioni; médico José Sebastião dos Santos analisa o cenário
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Pacientes aguardam, em média, três horas nas UPAs da 13 de Maio e Simioni; médico José Sebastião dos Santos analisa o cenário

Pacientes aguardam, em média, três horas nas UPAs da 13 de Maio e Simioni; médico José Sebastião dos Santos analisa o cenário

A população de Ribeirão Preto que depende do Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta dificuldades com unidades de saúde lotadas e atendimento lento. Pacientes relatam esperas de até três horas para consultas e exames, principalmente nas unidades de saúde da região central.

Aumento da demanda e problemas sazonais

O aumento no número de atendimentos na rede pública e privada é um problema recorrente. Segundo o Dr. José Sebastião dos Santos, médico do HC da USP em Ribeirão Preto, eventos sazonais, como o aumento de casos de dengue, impactam significativamente a demanda. Ele destaca a falta de cultura preventiva na população e a necessidade de ações conjuntas entre governos e cidadãos para melhorar a situação.

Prevenção e a importância da Atenção Primária

O Dr. Santos, com vasta experiência em políticas públicas de saúde, aponta a necessidade de fortalecer a atenção primária à saúde. Ele critica a ênfase em serviços de urgência e emergência em detrimento das unidades básicas de saúde e consultórios médicos. A falta de orientação adequada e o acesso precário à atenção básica contribuem para o aumento da demanda por serviços de urgência, sobrecarregando as unidades de pronto atendimento e hospitais.

Soluções e melhorias no sistema

Para melhorar o atendimento, o Dr. Santos sugere a implementação de um sistema de pré-triagem telefônica, permitindo a classificação da gravidade dos casos e direcionamento dos pacientes para o serviço mais adequado. Essa medida, aliada ao fortalecimento das unidades básicas de saúde e à comunicação eficiente com a população, poderia reduzir significativamente o tempo de espera e a superlotação das unidades de saúde. A prevenção, através de ações de conscientização e promoção da saúde, é fundamental para diminuir a demanda por serviços de urgência e emergência.

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