Em 2021, UNESP, USP e UNICAMP podem ter prejuízos que superam R$ 1 bi; caso seja aprovado, projeto deve impactar pesquisas
As universidades estaduais de São Paulo (USP, Unesp e Unicamp) enfrentam a ameaça de cortes orçamentários para 2021, colocando em risco décadas de investimentos e a excelência acadêmica.
Impacto nos Planos Institucionais
O projeto de lei 529 prevê a retirada do superávit financeiro das universidades, afetando diretamente sua autonomia. A capacidade de planejamento de longo prazo, crucial para investimentos em infraestrutura (como novos laboratórios) e na implantação de novos cursos, será comprometida. A perda dessa autonomia inviabiliza projetos que demandam investimentos ao longo de vários anos, como a construção de novos prédios e a contratação de professores.
Cortes e Consequências
Os cortes previstos somam mais de um bilhão de reais, atingindo também a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). As consequências incluem o aprofundamento da crise educacional e o risco de projetos em andamento serem interrompidos. Segundo o reitor da USP, a falta de planejamento resultará em uma rotina administrativa sem possibilidade de aprimoramento e perda da excelência acadêmica, afetando a produção de conhecimento e o apoio à ciência.
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Contrapontos e Desfecho
O governo do estado argumenta que o projeto não retira recursos das universidades, mas realoca o superávit para outras áreas como pagamento de servidores e serviços públicos. A FAPESP, embora não afetada diretamente pela transferência de recursos, expressa preocupação com a redução dos déficits do tesouro estadual. A situação permanece incerta, com o projeto em regime de urgência na Alesp e a possibilidade de resistência na votação. O impacto negativo para a pesquisa científica brasileira é iminente caso o projeto seja aprovado.



