Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Bebedouro, que consumiu R$ 1,5 milhão em verbas do Ministério da Saúde, está condenada, segundo peritos do Instituto de Criminalística. A estrutura, que deveria ter sido inaugurada há dois anos e meio, encontra-se com apenas 40% da obra concluída e atrásra será demolida devido aos riscos identificados em laudos técnicos.
Problemas Estruturais e Falhas na Construção
A situação da UPA é alarmante, com rachaduras, infiltrações e um teto sustentado por escoras. As portas são estreitas, dificultando a passagem de pessoas com mobilidade reduzida, como cadeirantes. O primeiro laudo apontou o uso de material de baixa qualidade, enquanto uma perícia judicial confirmou que a estrutura está comprometida.
Investigação e Suspeitas de Desvio de Recursos
A Polícia Civil indiciou quatro pessoas por suspeitas de envolvimento em um esquema de desvio de recursos. Entre os indiciados estão o prefeito da época, um engenheiro e dois representantes da construtora responsável pela obra. As investigações revelaram que a prefeitura pagou R$ 1,7 milhão, enquanto apenas R$ 940 mil em serviços foram efetivamente realizados, resultando em uma diferença de mais de R$ 840 mil pagos por serviços não executados.
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Tentativa de Reverter a Situação e Manter Repasses
O atual secretário de obras, Gilmar Feltrín, mencionou que a prefeitura busca transformar o pronto socorro municipal em uma UPA para garantir um repasse mensal de R$ 360 mil do Ministério da Saúde. O prefeito e o diretor de saúde estão em Brasília para tentar classificar o pronto socorro como uma unidade de atendimento e evitar a perda de R$ 10 milhões, valor atualizado da verba federal. O ex-prefeito João Batista Bianchini negou as acusações e afirmou que não tinha conhecimento das irregularidades.
A situação da UPA de Bebedouro é um exemplo de má gestão e falta de fiscalização, resultando em prejuízos financeiros e na impossibilidade de oferecer um serviço de saúde adequado à população.



