Obra que já custou R$ 2 milhões aos cofres públicos tem erros no projeto que não permitem a utilização do espaço
A nova unidade de pronto atendimento (UPA) de Guaira, que deveria estar funcionando, encontra-se inacabada, apesar de já contar com camas, cadeiras, móveis e equipamentos médicos. O principal entrave é a estrutura física do prédio.
Gastos e problemas na obra
A prefeitura já investiu R$ 700 mil na obra, com previsão de mais R$ 300 mil para acessórios. No entanto, o secretário municipal de saúde, Jorge Atabido Prado, apontou falhas no projeto de construção como motivo para a não inauguração no final do ano passado. Ele citou a falta de alvará do Corpo de Bombeiros, problemas na parte elétrica e a necessidade de troca de fiação. Além disso, a parte externa do prédio está incompleta.
Inviabilidade da UPA e novos planos
Segundo o secretário, o custo operacional de uma UPA é muito superior ao gasto atual com o pronto atendimento existente. Diante disso, a prefeitura considera inviável a manutenção da UPA e estuda devolver o investimento de mais de R$ 2 milhões do governo federal. Em seu lugar, a administração municipal planeja construir uma Unidade Básica de Saúde (UBS), uma clínica de fisioterapia, uma clínica infantil e uma clínica para idosos.
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Reação da população
A decisão de devolver a UPA gerou insatisfação entre os moradores. O vigilante Rafael Aparecido, por exemplo, critica a situação, argumentando que a população arcará com os prejuízos da obra inacabada. Ele destaca a expectativa pela agilização do atendimento médico com a UPA e a frustração com a paralisação da obra, que agrava o problema de superlotação e atendimento precário no sistema público de saúde. O governo federal ainda não se manifestou sobre o pedido de devolução feito pela prefeitura.



