Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jaboticabal, inaugurada há apenas três meses, já se encontra no centro de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) formada por vereadores. A investigação surge em meio a queixas de pacientes sobre a demora no atendimento e, mais grave, a suspeitas em torno de duas mortes ocorridas na unidade.
Investigação em Andamento
A CEI, composta pelos vereadores Carlos Jorge Marques Reino, Sérgio Aparecido Ramos e João Roberto da Silva, tem como objetivo apurar as denúncias de negligência e falta de preparo dos profissionais da UPA. O presidente da comissão, João Roberto da Silva, ressalta que ainda é cedo para conclusões definitivas, mas as reclamações apontam para um possível descaso no atendimento aos pacientes.
Casos Suspeitos
Entre os casos que motivaram a investigação, destacam-se a morte de uma gestante de 27 anos, Daniela Aparecida Faria, e a de uma jovem de 24 anos, Sara Lice Piazão Ferreira. Daniela teria sido liberada após ser medicada com analgésicos, vindo a falecer posteriormente na Maternidade Santa Isabel. Sara, por sua vez, foi diagnosticada com gastrite na UPA, mas faleceu horas depois com suspeita de infarto.
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Denúncias de Pacientes
Além das mortes sob investigação, a UPA enfrenta críticas em relação à qualidade do atendimento. O professor Marcelo Henrique Armoa relatou ter procurado a unidade com suspeita de fratura na perna, mas foi orientado a retornar para casa após a realização de um raio-x. Somente após insistência de sua esposa, a fratura foi detectada.
A CEI já solicitou informações à administração municipal, à UPA e ao Hospital Santa Isabel, que presta serviços de retaguarda à unidade. A comissão tem um prazo de 90 dias, prorrogáveis por mais 90, para analisar os atendimentos prestados e apresentar suas conclusões. A Secretaria de Saúde de Jaboticabal foi procurada para comentar o caso, mas não se manifestou até o momento.



