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Usina Santa Elisa faz parte da trajetória histórica da região de Ribeirão Preto

Adriana Silva destaca que essas indústrias funcionaram como pequenas cidades com os funcionários passando toda a vida ao redor
Usina Santa Elisa faz parte da
Adriana Silva destaca que essas indústrias funcionaram como pequenas cidades com os funcionários passando toda a vida ao redor

Adriana Silva destaca que essas indústrias funcionaram como pequenas cidades com os funcionários passando toda a vida ao redor

A paralisação das atividades da usina Santa Elisa, Usina Santa Elisa faz parte da, localizada em Sertãozinho, resultou na dispensa de 1.200 funcionários, impactando diretamente cerca de 2 mil pessoas, segundo informações da prefeitura e do sindicato dos trabalhadores.

Impacto econômico e social: O encerramento das operações da usina afeta significativamente a economia de Sertãozinho e municípios vizinhos, prejudicando a geração de empregos e a arrecadação de impostos, como o ICMS. A usina também tem importância histórica e social para a região, contribuindo para a formação da população local.

Estrutura das usinas como comunidades

Historicamente, as usinas funcionavam como pequenas cidades, abrigando entre 4 mil e 5 mil pessoas, número superior ao de algumas cidades próximas, como Santa Quaral e Santa Cruz da Esperança, que possuem entre 2 mil e 2,5 mil habitantes. Essas unidades industriais contavam com casas para funcionários, cinemas, ambulatórios, farmácias, clubes, times de futebol e espaços para eventos sociais.

Relações culturais e históricas: A Fazenda Guatapará, que originou um distrito e posteriormente um município, exemplifica essa estrutura autossustentável, com mais de 400 casas e serviços próprios. Famílias tradicionais da região, como as dos proprietários da Usina Balbo e da família Ometto, viveram por gerações dentro das usinas, participando das atividades industriais e sociais, que incluíam festas, campeonatos de truco e futebol, além de eventos culturais.

Preservação da memória: Com o tempo, o número de residências internas nas usinas diminuiu, e a vida dos funcionários passou a se concentrar nas cidades. Museus como o Museu da Cana, em Sertãozinho, preservam a memória desse passado, exibindo a indústria da usina e a colônia de trabalhadores. Em Ituverava, a Usina Junqueira mantém um museu interno com uma locomotiva Maria Fumaça restaurada, atualmente fechado ao público.

Entenda melhor

A história das usinas na região de Ribeirão Preto está ligada à formação social e econômica local, refletindo um modo de vida rural que foi se urbanizando ao longo das décadas. A preservação desse patrimônio cultural ocorre por meio de museus, eventos e iniciativas turísticas que buscam manter viva a memória dessas comunidades industriais.

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