Somente a região de Ribeirão Preto representa cerca de 80% da produção dos derivados da cana-de-açúcar
Exportações de Açúcar e Etanol Impulsionam o Agronegócio
As notícias do agronegócio brasileiro têm sido positivas, especialmente no que diz respeito às exportações de açúcar e etanol. Em março, houve um aumento de cerca de 25% nas exportações de açúcar em comparação com fevereiro, e um crescimento de 7,5% nas exportações de etanol no mesmo período. Comparado ao mesmo mês do ano anterior, o etanol apresentou um crescimento ainda mais expressivo, de 22,31%. Esses resultados são comemorados, principalmente, pela região Centro-Sul, grande responsável pela produção nacional.
Cenário Internacional e Mercado Interno
As exportações de açúcar são um fator crucial para o setor. Já o etanol, embora o Brasil também importe, tem seu mercado externo dependente principalmente dos Estados Unidos, sujeitando-se, portanto, às políticas daquele país. Apesar da importância das exportações, o mercado interno de etanol é robusto, impulsionado pela demanda interna e pela diferença de preço em relação à gasolina. O uso do etanol na composição da gasolina, além da utilização direta como combustível, garante um mercado consumidor significativo. A implementação do RenovaBio, com metas claras e consistentes, poderá aumentar ainda mais a demanda por etanol nos próximos anos.
Desempenho e Perspectivas Futuras
Os dados indicam uma retomada da participação brasileira no mercado mundial de açúcar e etanol, com crescimento significativo a partir das safras de 2016-2017 e 2017-2018, atingindo quase 15%. A concorrência internacional, mesmo com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, não deve afetar significativamente os números, uma vez que a tendência para o consumo e produção de açúcar mundial não aponta para um aumento expressivo para este ano. As últimas safras registraram uma oferta maior que a demanda, o que impactou o preço do açúcar em meados de 2017. A região de Ribeirão Preto se destaca na produção de derivados da cana-de-açúcar, com crescimento na produção de açúcar (de 38 para 39 milhões de toneladas) e de etanol anidro (de 11 para 11,175 milhões de litros).
Leia também
O aumento nas exportações de açúcar e o robusto mercado interno de etanol impulsionam o setor sucroenergético brasileiro, projetando um cenário positivo para os próximos anos, condicionado, porém, à efetiva implementação de políticas como o RenovaBio.



