Dados são referentes ao período de abril a setembro
A safra de cana-de-açúcar na região de Araraquara apresentou resultados distintos do restante do estado de São Paulo entre abril e setembro. Enquanto o estado registrou defasagem na produção de cana, com 232,660 milhões de toneladas moídas (uma queda de 1,09% em relação ao ciclo 2018-2019), a região de Araraquara processou 10,5 milhões e 500 mil toneladas, igualando o volume do mesmo período do ano anterior.
Cenário Contrapõe-se ao do Centro-Sul Paulista
Em contraponto à região de Araraquara, o Centro-Sul paulista demonstrou uma realidade diferente. Apenas 35,52% da matéria-prima processada na região foi destinada à produção de açúcar, resultando em uma produção mais de 900 mil toneladas abaixo do mesmo período do ano passado. O etanol, por outro lado, teve um aumento de produção superior a 10%, impulsionado pelo etanol hidratado (usado como combustível), atingindo 1,930 milhões de litros – um novo recorde para o setor. Para Antônio de Padoa Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana de Açúcar, a opção pelo etanol se justifica economicamente, devido aos preços do açúcar que não cobrem os custos operacionais.
Araraquara: Produção de Açúcar em Alta, Etanol em Queda
Em Araraquara e região, o cenário se inverte. A produção de açúcar na safra atual superou em 2% a do ano passado, alcançando mais de 920 mil toneladas. Contudo, a produção de etanol hidratado caiu 8%, totalizando 338 milhões e 260 mil litros, contra 366 milhões e 490 mil litros em 2018. Rodrigues atribui essa diferença à falta de tecnologia na região, o que limita a produção de etanol. As unidades da região são antigas e possuem capacidade limitada de fermentação e destilação, privilegiando assim a produção de açúcar.
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Produtividade e Perspectivas
Com 70% da safra concluída, observa-se um crescimento da produtividade agrícola na ordem de 5% (de abril a atrássto) na região, apesar do maquinário envelhecido. O clima favorável contribuiu para o bom desenvolvimento da lavoura. Os dados demonstram a complexidade do setor sucroenergético, com variações significativas entre regiões e a influência de fatores tecnológicos e econômicos na escolha entre a produção de açúcar e etanol.



