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Usinas da região querem aumentar produção de energia elétrica através do bagaço da cana

Projeto pretende viabilizar o crescimento na produção, que atualmente é de apenas 7%; energia gerada também poderá ser vendida
produção de energia elétrica
Projeto pretende viabilizar o crescimento na produção, que atualmente é de apenas 7%; energia gerada também poderá ser vendida

Projeto pretende viabilizar o crescimento na produção, que atualmente é de apenas 7%; energia gerada também poderá ser vendida

Usinas de todo o Brasil possuem um potencial significativo para operar de forma autossuficiente, utilizando a energia que elas mesmas produzem, sem a necessidade de adquirir eletricidade das concessionárias. Essa informação foi divulgada pela única união da indústria de cana de açúcar do país. No entanto, atualmente, menos da metade dessas usinas consegue vender o excedente de energia para o sistema nacional.

Programa de Ampliação da Geração de Energia

Para reverter esse cenário e impulsionar a capacidade de geração da rede elétrica, foi criado um programa ambicioso. O objetivo principal é expandir a produção de energia através da queima da palha e do bagaço da cana de açúcar provenientes das usinas da região. João Carlos Meirelles, secretário de energia do estado de São Paulo, expressou otimismo em relação ao projeto, visando maximizar a produção de energia nas usinas de Ribeirão Preto, Franca e parte de Barretos.

Apoio Governamental e Infraestrutura

O secretário Meirelles destacou que o preço da energia elétrica está em um patamar razoável, o que tem incentivado a venda de energia de biomassa de cana em leilões. O governo estadual pretende apoiar as usinas que enfrentam dificuldades na conexão à rede elétrica, oferecendo suporte para a expansão de recursos, como a construção de subestações. Atualmente, a maioria das usinas está conectada à rede para receber energia, mas a venda exige um tipo diferente de tensão de linha. O governo se mostra disposto a auxiliar na transformação das subestações, tornando-as capazes de receber e enviar energia.

Impacto Econômico e Ambiental

A construção de uma subestação em Morragudo é um passo crucial para promover as ligações das redes regionais e impactar positivamente os fabricantes de máquinas agrícolas. Essa iniciativa representa uma importante fonte de receita para as usinas, que enfrentaram um período de crise nos últimos anos. Além de produzirem álcool, açúcar e energia elétrica, as usinas são grandes geradoras de empregos, o que impacta positivamente a economia de São Paulo e a região, incluindo o polo de fabricantes de máquinas e equipamentos para usinas de açúcar e álcool em Sertãozinho. Uma usina em Morragudo, por exemplo, processa diariamente cerca de 30 mil toneladas de álcool e açúcar, transformando o bagaço em energia elétrica. Segundo o superintendente da usina regional do Carvalho, um terço da cana de açúcar é biomassa, que é convertida em vapor e, posteriormente, em energia elétrica. A queima do bagaço da cana produz em média 1200 megawatts por dia, o que resulta em 240 mil megawatts anualmente, quantidade suficiente para abastecer uma cidade como Ribeirão Preto por um ano. A geração de energia a partir de biomassa é considerada uma fonte limpa, com uma redução significativa de gases de efeito estufa, além de representar um importante produto para as companhias. A expectativa é que o projeto com as usinas da região de Ribeirão Preto seja concluído até o final do ano.

O aproveitamento do potencial energético das usinas de cana de açúcar representa um avanço significativo para a sustentabilidade e a economia do estado de São Paulo.

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