Quantidade de óleo diesel fornecido às indústrias ainda não foi o suficiente; normalização deve acontecer ainda esta semana
Paralisação e retomada gradual
As usinas de açúcar e etanol de São Paulo ainda enfrentam dificuldades para retomar totalmente suas atividades, apesar da diminuição dos bloqueios nas rodovias. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), a falta de diesel necessário para a operação das máquinas impede a plena recuperação. A expectativa é que a normalização ocorra amanhã.
Prejuízos milionários e dificuldades financeiras
De acordo com o diretor técnico da UNICA, Antônio Rodrigues, a falta de diesel causou prejuízos diários de R$ 300 milhões ao setor. Cerca de 30% das unidades apresentam sérias dificuldades financeiras. A greve interrompeu a moagem de pelo menos 2 milhões de toneladas de cana por dia, o suficiente para produzir 150 mil toneladas de açúcar e 100 milhões de litros de etanol. Embora a moagem tenha sido retomada parcialmente, a distribuição de combustível ainda é um gargalo.
Desafios na distribuição e perspectivas futuras
O problema central reside na logística de distribuição de diesel, com caminhões escoltados para garantir a segurança. A grande demanda de diesel pelo setor sucroenergético (4% do consumo nacional) e a escassez de caminhões para o transporte de etanol criam um descompasso. Apesar do baixo volume de produtos saindo das usinas, a previsão é de redução no preço do etanol em 10 a 15 dias, com a queda esperada no preço do diesel (R$ 0,46 por litro). Essa redução impactará positivamente o custo de produção, considerando que são gastos de 4 a 5 litros de diesel por tonelada de cana processada.
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O estado de São Paulo, maior produtor de cana do país, com 60% da produção de açúcar e etanol, sofreu fortemente com a paralisação. A retomada completa das atividades depende da regularização do fornecimento de diesel e da normalização do transporte de etanol.



