Setor industrial cresceu 1,5% no estado de São Paulo; quem fala sobre o assunto é o CEO de uma consultoria, Carlos Moreira
A indústria brasileira, um setor crucial para a economia nacional, enfrentou os desafios da pandemia e mostra sinais de recuperação, embora com ressalvas. Segundo dados recentes, São Paulo registrou crescimento de 1,5%, o Nordeste 1,2% e a Bahia 0,9% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2022. O estado de São Paulo, responsável por 34% da indústria brasileira, foi o principal motor desse crescimento, impulsionado por setores como o de veículos e alimentos, com destaque para a produção de cana-de-açúcar.
Desafios da retomada industrial
Apesar dos números positivos, a retomada não se dá no ritmo pré-pandemia. O consultor empresarial Carlos Moreira aponta gargalos logísticos como um dos principais entraves. Problemas em portos e aeroportos comprometem o abastecimento de matérias-primas, afetando a produção industrial. A cautela também predomina entre os empresários, que demonstram incerteza quanto ao futuro próximo.
Gestão eficiente como diferencial
Para Moreira, o principal desafio para as indústrias atualmente é a gestão eficiente de caixa e liquidez, aliada à agilidade logística. Com o custo do dinheiro elevado, grandes investimentos se tornam inviáveis no momento. A gestão empresarial, que varia entre setores, também é crucial. Embora a maioria das empresas industriais brasileiras (90%) seja familiar, a gestão de estoque, carteira de clientes e logística são aspectos que demandam padronização para o sucesso.
Interior de São Paulo: motor da produção
O interior paulista desempenha papel fundamental na produção industrial brasileira. Regiões como Ribeirão Preto (cana-de-açúcar), Franca (calçados) e polos cafeeiros contribuem significativamente para o crescimento do setor. A região se destaca pela alta produtividade e menor escassez de mão de obra em comparação com outras áreas do país.
O cenário para 2024 dependerá da capacidade das indústrias de navegar pelas dificuldades atuais. A priorização de investimentos menores e a gestão eficiente de recursos serão determinantes para a manutenção do crescimento e a superação dos desafios.



