Usinas de etanol envolvidas em esquema criminoso processam 12 milhões de toneladas de cana
Bom dia! No Giro do Agro de hoje, trazemos informações sobre as usinas de açúcar e etanol citadas em uma denúncia do Ministério Público de São Paulo, no contexto de um esquema de fraude, adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro.
Impacto da Denúncia no Setor Sucroalcooleiro
As usinas mencionadas na denúncia processam, em conjunto, cerca de 12 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. De acordo com estimativas da consultoria RPA, esse volume representa aproximadamente 2% da moagem total do centro-sul na safra 2025-2026. As usinas Itajobi e Carolo, por exemplo, processam 2 milhões e 1,85 milhão de toneladas, respectivamente, sendo consideradas peças-chave no esquema criminoso, segundo a acusação.
Detalhes das Usinas Envolvidas
Além das já citadas, a usina Furlan possui capacidade de moagem de 2 milhões de toneladas, enquanto a usina Comanche tem 800 mil toneladas e a Rilpardo, mais de 2 milhões de toneladas. O Ministério Público aponta indícios de que as usinas Furlan e Comanche também estariam envolvidas no esquema, adotando práticas de sobrepreço na compra de cana e repassando recursos para empresas ligadas à organização criminosa. Em nota, as empresas investigadas afirmam não serem alvos da investigação e que estão colaborando com as autoridades.
Leia também
Operação Carbono Oculto
A operação, denominada “Carbono Oculto”, foi deflagrada na semana passada pelos grupos de atuação especial de combate ao crime organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo e do Ministério Público Federal. A ação contou com a participação da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Receita Federal e da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo.
Acompanhamos de perto os desdobramentos dessa operação e traremos atualizações na programação da CBN e aqui no Giro do Agro.