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Usinas que não se recuperaram da crise estão na mira de investidores

Ouça a coluna 'CBN Agronegócio', com José Carlos de Lima Júnior
Usinas em crise
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Ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’, com José Carlos de Lima Júnior

O setor sucroalcooleiro brasileiro, após anos de dificuldades econômicas e políticas, começa a apresentar sinais de recuperação em 2017. A valorização do açúcar desde 2015, impulsionada pela redução de estoques globais e problemas de produção em países como a Índia, contribui para este cenário mais otimista. No entanto, desafios persistem.

Investidores estrangeiros de olho no Brasil

A falta de investimentos em novas plantas industriais durante a crise gera preocupações para a produção a partir de 2018/2019. Essa perspectiva de escassez, aliada à valorização do açúcar, atrai a atenção de investidores internacionais, que enxergam oportunidades de aquisição de unidades industriais brasileiras em dificuldades financeiras.

Dívidas e negociações

O endividamento do setor, estimado em 95 bilhões de reais em 2015/2016, superior ao faturamento de 84 bilhões de reais no mesmo período, representa um obstáculo para as negociações. Embora a dívida facilite a aquisição por investidores estrangeiros, seu tamanho pode limitar o apetite destes, que preferem assumir o controle majoritário das empresas. A compra de unidades, muitas vezes feita em partes, pode ser realizada sem grandes entraves jurídicos, exceto em casos de aquisição de grandes empresas com participação significativa no mercado.

Perspectivas de emprego e recuperação

A recuperação do setor pode trazer um alívio para o mercado de trabalho brasileiro, que enfrenta altos índices de desemprego. Entretanto, a recuperação completa do setor e a geração de empregos em larga escala devem levar alguns anos, devido aos problemas de infraestrutura e ao alto custo do crédito enfrentados pelas empresas. A retomada plena do emprego só deve ser observada em um prazo de 3 a 4 anos.

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