Segundo entidade que representa o setor, o combustível subiu 3,3% ao invés dos 6% anunciados pelos postos
O preço do etanol em Ribeirão Preto deve atingir R$ 2,90 nos próximos dias, um aumento de mais de 6% nas usinas em menos de um mês, segundo pesquisa da USP divulgada pelo Núcleo Postos. Entretanto, a responsabilidade por esse aumento é questionada.
Divergências sobre a causa do aumento
Antônio Tonielo, diretor do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis, afirma que o aumento nas usinas foi de apenas 3,3%, apontando as distribuidoras como as principais responsáveis pelo repasse aos consumidores. Ele argumenta que as três grandes distribuidoras que controlam 70% do mercado brasileiro têm maior poder de barganha e conseguem comprar o etanol a preços menores das usinas, aumentando significativamente o preço na revenda aos postos.
Perspectivas futuras e estratégias de mercado
Fernando Roca, membro do Núcleo Postos, prevê aumentos frequentes até o fim do ano devido ao término da safra da cana. José Luiz Coelho, consultor de negócios e especialista em agronegócios, discorda, alegando que os custos da safra já estão definidos e que o reajuste pode ser uma estratégia de mercado para estocagem do produto, visando o período de entressafra (dezembro a março).
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O papel das distribuidoras e outros fatores
A Plural, Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, afirma que o preço dos combustíveis é livre e que os postos definem o preço final na bomba. A empresa destaca que o preço final envolve outros fatores além do valor nas usinas, como impostos, logística e remuneração de funcionários, e que a margem das distribuidoras e fretes representa menos de 5% do preço total. A situação demonstra a complexidade da cadeia de produção e distribuição do etanol, com diferentes atores influenciando o preço final ao consumidor.



