Expectativa é que sejam moídas 645 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 0,4% em relação ao último ano
Segundo a Konab, a safra de cana-de-açúcar deste ano promete produção recorde de 635,5 milhões de toneladas, representando um aumento de 0,5% em relação à safra anterior. No entanto, nem todos concordam com o otimismo.
Cenário Contraditório
Para Dib Nunes, diretor presidente do Grupo Idea, esses números podem não refletir a realidade, especialmente na região Centro-Sul. A Konab estima um aumento de 11,6% na produção de etanol, com a maior parte da cana destinada a esse biocombustível. O açúcar, por sua vez, não tem se mostrado tão atrativo para os produtores.
Etanol x Açúcar: Uma Questão de Lucratividade
A priorização do etanol deve resultar em um mix de produção de apenas 37% a 38% de açúcar, reduzindo a oferta em cerca de 5 a 6 milhões de toneladas. José Carlos de Lima Jr., especialista em agronegócio e colunista da CBN, explica que essa mudança se justifica pela super safra internacional de açúcar, influenciada pela produção da Índia. Com estoques altos e uma nova oferta expressiva, o preço internacional do açúcar se torna menos atrativo. O etanol, por outro lado, mostra-se mais rentável, principalmente devido ao aumento recente no preço da gasolina. Apesar disso, a situação permanece preocupante para as usinas devido à valorização do dólar e dívidas em moeda estrangeira.
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A área plantada também sofreu redução de 0,8%, chegando a 8,66 milhões de hectares. Apesar do aumento na produção de etanol, a queda na produção de açúcar e os desafios econômicos enfrentados pelas usinas demonstram um cenário complexo para o setor sucroenergético brasileiro.



