Se aprovada em votação na Câmara do Comércio Exterior, alíquota vai de 0% para 17%
Usineiros brasileiros pressionam o governo federal pela aplicação de impostos sobre a importação de etanol dos Estados Unidos, alegando impactos negativos na produção nacional e aumento de preços para o consumidor.
Importação de Etanol e Redução da Produção Nacional
A importação de etanol, principalmente dos Estados Unidos, tem afetado a produção nacional. As usinas brasileiras já registraram uma redução de 9% na produção na última safra, com previsão de nova queda na safra atual. Os estados mais impactados são o Nordeste e o Sul, que dependem mais do etanol importado.
Pressão dos Usineiros e Preocupações com o Preço
A insatisfação dos usineiros se deve à elevação das importações e à concorrência com o etanol americano, que se tornou mais atrativo devido à baixa de algumas tarifas da gasolina nos últimos anos. A preocupação se estende à competitividade do etanol brasileiro frente à gasolina, agravada por políticas de preços que favoreceram o combustível fóssil. A proposta é que o governo aumente as tarifas de importação para proteger o mercado interno.
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Cenário Futuro e Impacto para o Consumidor
O especialista em agronegócio José Carlos de Lima Jr. destaca a necessidade de analisar os dois lados da questão: a preocupação dos produtores nacionais com a concorrência e o impacto para o consumidor final com o aumento de preços. A produção de açúcar, mais lucrativa no mercado externo, tem levado as usinas brasileiras a priorizar essa commodity em detrimento do etanol. O aumento da tarifa de importação pode resultar em um pequeno aumento nos preços do etanol para o consumidor, na casa dos centavos. Países como China e União Europeia já adotaram medidas protecionistas contra a importação de etanol americano, elevando tarifas e abrindo processos na Organização Mundial do Comércio.



