Especialista em administração pública diz que, se virar regra, gerência particular de unidades de saúde pode afetar atendimento
Após a liberação da Câmara de Ribeirão Preto para a abertura da UPA Sumarezinho, a população se divide entre a expectativa e a preocupação. O Sindicato dos Servidores Municipais é contra a terceirização do serviço, enquanto especialistas em administração pública alertam para os riscos de uma gestão privada.
Preocupações da População
Moradores do Sumarezinho relatam anos de descaso com a saúde pública. Anésia Rita Maldi, moradora há 40 anos, descreve a angústia de ter um marido de 85 anos e a falta de acesso à saúde básica. A aposentada Maria Elena Gonçalves reforça a dificuldade de acesso a atendimento médico, sendo obrigada a se deslocar para outros bairros ou até mesmo para o centro da cidade.
Riscos da Terceirização
O prédio da UPA, apesar de novo, apresenta sinais de abandono, com sujeira, mato e infiltrações. Para João Luiz Passador, professor e especialista em gestão pública, a terceirização pode limitar o atendimento a casos mais simples, encaminhando os de alta complexidade para o setor público. O presidente do sindicato, Laird Carlos Augusto, defende a contratação de servidores concursados para garantir a qualidade do serviço.
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Expectativas para o Futuro
A prefeitura pretende contratar uma organização social sem fins lucrativos para gerir a UPA. A expectativa é que a unidade comece a funcionar até meados do próximo ano, oferecendo alívio para os moradores da zona oeste da cidade que sofrem com a falta de atendimento médico adequado. Apesar do otimismo, as incertezas em relação à qualidade do serviço prestado pela gestão privada permanecem.



