Uso de adoçantes pode estar associado ao aumento na taxa de declínio cognitivo global
O consumo de adoçantes artificiais tem crescido exponencialmente nos últimos anos, marcando presença em refrigerantes, iogurtes, balas e produtos diet ou zero açúcar. Muitos os veem como aliados no controle de peso e na redução de calorias, mas será que essa substituição é realmente isenta de riscos?
A Popularidade dos Adoçantes Artificiais
A busca por adoçantes ganhou força inicialmente com a necessidade de controlar a glicemia em pacientes diabéticos. Posteriormente, expandiu-se para aqueles que buscam evitar o ganho de peso ou emagrecer. No entanto, um estudo recente da Universidade de São Paulo, publicado em uma renomada revista de neurologia, acompanhou 12 mil participantes por 8 anos e levantou uma possível correlação entre o consumo elevado de adoçantes (artificiais e naturais) e um aumento na taxa de declínio cognitivo. É crucial notar que este foi um estudo observacional com limitações, o que exige cautela na interpretação dos resultados.
Tipos de Adoçantes e a Necessidade de Repensar o Consumo
Existem dois tipos principais de adoçantes: os artificiais (sacarina, aspartame, sucralose, acessulfame K) e os naturais (como a estévia, extraída de plantas). Independentemente da origem, é fundamental repensar o uso indiscriminado desses produtos. O ideal é educar o paladar para diminuir a necessidade de consumir açúcar. A pesquisa mencionada serve como um alerta para evitarmos o consumo excessivo de açúcar puro e buscarmos alternativas mais saudáveis.
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Alternativas e Estratégias para Reduzir o Consumo de Açúcar
Existem diversas maneiras de adoçar alimentos de forma mais saudável. O mel, por exemplo, é uma opção interessante, rica em nutrientes, embora seu uso deva ser estratégico em pacientes diabéticos. Outras alternativas incluem tâmaras, uva passa e açúcar de coco, que têm um impacto menor na glicemia. Para diminuir a vontade de comer doce, é recomendado fazer de 5 a 6 refeições por dia, incluindo fibras em todas elas, como saladas no almoço e jantar. Eventualmente, em dias de festa ou no cafezinho diário, o consumo moderado de açúcar ou adoçante pode ser aceitável, desde que haja uma escolha consciente e individualizada.
Em resumo, a moderação e a busca por alternativas naturais são as chaves para uma relação mais saudável com o doce, sem abrir mão do prazer de saborear alimentos saborosos.



