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Uso de canetas emagrecedoras cresce com avanço da obesidade no Brasil

Especialista alerta para riscos da automedicação e reforça que tratamento da obesidade exige acompanhamento médico e equipe multidisciplinar
caneta
CR de Getty Images/Canva

A obesidade atinge cerca de 31% da população brasileira, o equivalente a aproximadamente um em cada três adultos. A tendência, segundo especialistas, é de crescimento nos próximos anos, o que tem aumentado a procura por tratamentos médicos para perda de peso.

Entre as opções mais comentadas estão as chamadas canetas emagrecedoras, medicamentos injetáveis utilizados no controle do peso. Segundo a endocrinologista Daphine Brutomesso Przybysz, esses remédios fazem parte de um avanço da medicina no combate à obesidade e às doenças associadas.

De acordo com a especialista, quando indicados corretamente e utilizados com acompanhamento médico, os medicamentos podem ajudar a reduzir entre 10% e 20% do peso corporal dos pacientes. Segundo a endocrinologista, a obesidade é considerada uma doença crônica e pode estar associada a diversas comorbidades, como infarto, AVC, diabetes, gordura no fígado e apneia do sono.

Nesse contexto, a indústria farmacêutica tem investido no desenvolvimento de novas moléculas para auxiliar no tratamento da doença e reduzir os riscos dessas complicações. A médica destaca que os medicamentos são considerados seguros quando usados com orientação profissional, mas possuem contraindicações e exigem acompanhamento adequado.

Riscos do uso

O aumento da popularidade das canetas emagrecedoras também trouxe preocupações relacionadas à automedicação e à venda irregular desses produtos. Como se trata de um medicamento injetável, a especialista alerta que o uso sem orientação pode trazer riscos à saúde, além da possibilidade de falsificação de produtos no mercado.

Por isso, o tratamento deve ser conduzido por uma equipe multidisciplinar, envolvendo endocrinologista ou nutróloga, nutricionista, psicólogo e profissionais de atividade física.

Tratamento contínuo

Outro ponto destacado pela especialista é que o tratamento da obesidade pode exigir acompanhamento prolongado, assim como ocorre em outras doenças crônicas. Em alguns casos, a medicação pode ser mantida por longos períodos para evitar o chamado efeito rebote, quando o paciente volta a ganhar peso após interromper o tratamento.

Além disso, cada paciente responde de maneira diferente ao tratamento, o que exige ajustes individualizados de doses e estratégias terapêuticas.

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