O uso de canetas emagrecedoras tem levantado um alerta importante para a saúde da mulher: o risco de gravidez indesejada. Segundo especialistas, a combinação dessas medicações com anticoncepcionais orais pode comprometer a eficácia da pílula.
Além da popularização desses medicamentos para perda de peso, fatores como mudanças hormonais e alterações no funcionamento do organismo contribuem para aumentar as chances de ovulação e, consequentemente, de gestação.
O emagrecimento pode provocar mudanças significativas no metabolismo e nos hormônios femininos. Em mulheres com sobrepeso ou obesidade, é comum a presença de distúrbios ovulatórios, como a síndrome dos ovários policísticos.
Com a perda de peso, esses ciclos podem se regularizar, fazendo com que mulheres que antes não ovulavam passem a ovular novamente. Isso aumenta o risco de gravidez, especialmente em casos de uso irregular da pílula anticoncepcional.
Absorção
Outro fator que interfere na eficácia do anticoncepcional oral é a ação das canetas emagrecedoras no sistema digestivo. Esses medicamentos podem reduzir o esvaziamento gástrico e alterar a absorção de substâncias pelo organismo.
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Com isso, a pílula pode não ser absorvida de forma adequada, diminuindo sua efetividade. A recomendação é buscar orientação médica para avaliar o método contraceptivo mais seguro durante o uso dessas medicações.
Métodos
Diante desse cenário, especialistas indicam a possibilidade de substituição da pílula por métodos mais eficazes, como os dispositivos intrauterinos (DIU), especialmente os hormonais. Esses métodos têm alta taxa de eficácia e não dependem da absorção gastrointestinal.
A escolha do contraceptivo, no entanto, deve ser individualizada. Cada mulher pode responder de forma diferente aos métodos disponíveis, o que reforça a importância do acompanhamento com um ginecologista.



