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Riscos do cigarro eletrônico para saúde: Uso de cigarros eletrônicos entre jovens cresce e preocupa especialistas

Pneumologista explica os riscos do uso e desmistifica o fato de que são menos viciantes que os cigarros tradicionais
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Pneumologista explica os riscos do uso e desmistifica o fato de que são menos viciantes que os cigarros tradicionais

Pneumologista explica os riscos do uso e desmistifica o fato de que são menos viciantes que os cigarros tradicionais

Os cigarros eletrônicos, popularizados na última década como uma alternativa supostamente menos nociva ao cigarro tradicional, estão no centro de novas preocupações médicas. Pesquisas recentes indicam que os vapes podem causar danos ao coração, pulmões, cérebro e à saúde bucal. Estudos mostram que os líquidos aquecidos pelos dispositivos liberam metais pesados como níquel, chumbo e antimônio, além de substâncias cancerígenas.

A exposição prolongada ao uso de cigarros eletrônicos pode aumentar o risco de infartos, doenças vasculares, pulmonares e causar dependência grave. No Brasil, apesar da proibição da venda e fabricação desde 2009, o uso desses dispositivos cresce entre jovens. Oito vírgula sete por cento dos adolescentes entre 14 e 17 anos já usaram vape, número cinco vezes maior do que os que afirmaram ter fumado cigarro tradicional.

Principais riscos pulmonares

O pneumologista Luiz Renato Alves explica que os cigarros eletrônicos liberam diversas substâncias tóxicas, incluindo metais pesados e derivados de formaldeído, que podem causar processos inflamatórios agudos no pulmão, como insuficiência respiratória, pneumonia e hipertensão pulmonar. Diferentemente do cigarro convencional, cujos efeitos são geralmente a longo prazo, os vapes podem causar danos pulmonares graves em curto prazo.

Comparação com o cigarro tradicional

Segundo o especialista, o mito de que os cigarros eletrônicos são menos prejudiciais é usado pela indústria do tabaco para atrair novos usuários. Na verdade, os vapes podem ser mais nocivos, pois contêm até 15 vezes mais nicotina que o cigarro convencional, o que induz à dependência rapidamente. Além disso, a liberação de substâncias tóxicas pode provocar inflamações graves e aumentar o risco de câncer.

Impactos em doenças preexistentes e tratamento

O uso do cigarro eletrônico pode agravar doenças respiratórias preexistentes, como asma e bronquite, devido à inalação do vapor tóxico. Ainda não se conhece completamente os efeitos a longo prazo dos vapes, já que seu uso popularizado tem menos de 10 anos. No entanto, há registros de casos graves e mortes, principalmente entre jovens de 15 a 20 anos, causados por complicações do uso do cigarro eletrônico.

Dependência e recomendações

A dependência química da nicotina nos vapes se desenvolve rapidamente e pode ser mais difícil de tratar do que a do cigarro convencional. O médico recomenda que quem deseja parar procure ajuda médica, evite gatilhos que estimulem o uso e, se necessário, utilize medicações indicadas para o tratamento da dependência de nicotina, semelhantes às usadas para o cigarro tradicional.

Informações adicionais

Embora a lei proíba o uso de cigarros eletrônicos em ambientes fechados, a fiscalização ainda é insuficiente. O odor menos perceptível do vape facilita o uso em locais públicos, especialmente entre jovens em festas e baladas. É importante que a população esteja ciente dos riscos e que as autoridades reforcem a fiscalização para proteger a saúde pública.

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