Fernando Nobre, médico cardiologista, fala sobre os riscos dos ‘vapes’, que são cada vez mais consumidos por jovens
O uso de cigarros eletrônicos, cada vez mais comum entre os jovens, pode aumentar em quase 20% o risco de insuficiência cardíaca, alertam especialistas. Em entrevista ao repórter Erlon César, o cardiologista Fernando Nobre explicou os perigos relacionados ao vape.
Risco cardiovascular ligado ao vape
Segundo Nobre, dados apresentados nesta semana durante a reunião do Colégio Americano de Cardiologia, realizada nos Estados Unidos, indicam que o uso de cigarros eletrônicos está associado a um maior risco de insuficiência cardíaca — uma condição grave com prognóstico reservado. ‘O cigarro eletrônico é mais um engodo determinado pela indústria que faz produtos de tabaco’, afirma o cardiologista, destacando que a prática pode trazer consequências tão severas quanto as do cigarro convencional.
Impactos respiratórios e outros perigos
Além do efeito sobre o coração, o especialista ressalta que o vape tem sido ligado a uma série de problemas respiratórios e pulmonares, e pode aumentar o risco de câncer. ‘É um conjunto de fatores: doenças pulmonares, infarto, AVC, aterosclerose’, diz Nobre, enumerando os males que podem estar relacionados ao uso de cigarros eletrônicos.
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Composição, aromas e efeitos imediatos
O cardiologista alerta também para as substâncias adicionadas aos produtos de vaping — aromas e outras milhares de químicas — que intensificam os riscos. Segundo ele, muitas dessas substâncias conferem sabores e características atraentes ao público jovem, mas são nocivas. ‘Quando você fuma, imediatamente após o consumo, já começam a ocorrer alterações’, observa Nobre.
Diante do quadro, profissionais de saúde reforçam a necessidade de atenção de famílias e autoridades para conter a popularização do vape entre os jovens e reduzir os danos à saúde.



