Casos recentes envolvendo brasileiras que tiveram imagens pessoais manipuladas por inteligência artificial reacenderam o debate sobre privacidade no ambiente digital. Em coluna na CBN Ribeirão Preto, o professor Eduardo Soares comentou denúncias relacionadas ao Grok, ferramenta de IA vinculada à rede social X, acusada de permitir a criação e o compartilhamento de imagens sexualizadas sem autorização.
Segundo o especialista, a tecnologia utiliza grandes bases de dados visuais e pode gerar montagens realistas por meio de comandos simples, inclusive em modos com poucos ou nenhum filtro. Esse tipo de uso, além de violar direitos de imagem, pode configurar crime, sobretudo quando envolve exposição íntima, adolescentes ou crianças, trazendo consequências emocionais como ansiedade, vergonha e abalos à autoestima das vítimas.
Eduardo Soares destacou que plataformas de IA não são neutras e devem ser responsabilizadas por falhas em seus mecanismos de controle. Ele defende mais conscientização, educação digital e cuidados com o compartilhamento de imagens em 2026, além do uso de canais de denúncia. A análise completa pode ser conferida no áudio acima.