O uso da inteligência artificial pode auxiliar contribuintes na declaração do Imposto de Renda, mas exige atenção para evitar erros que levem à malha fina. A recomendação é utilizar essas ferramentas como apoio, e não como fonte definitiva de informações.
Segundo o especialista Richard Domingos, a tecnologia pode ajudar na interpretação de dados e dúvidas, mas também apresenta falhas, o que pode induzir o contribuinte a preencher a declaração de forma incorreta. O cuidado deve ser redobrado, principalmente por quem não tem conhecimento técnico.
Além disso, mudanças recentes no sistema da Receita Federal aumentam a necessidade de conferência detalhada das informações, especialmente na declaração pré-preenchida.
Uso cautela
A inteligência artificial deve ser utilizada como ferramenta complementar, auxiliando na consulta e análise de informações. No entanto, confiar integralmente nas respostas pode gerar inconsistências e problemas com o Fisco.
O risco está nas chamadas “alucinações” dessas ferramentas, que podem apresentar dados incorretos ou interpretações equivocadas. Por isso, o contribuinte precisa ter senso crítico e conhecimento mínimo para validar as informações.
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Mesmo com os avanços tecnológicos, a responsabilidade final pelo conteúdo da declaração continua sendo do contribuinte, que deve revisar todos os dados antes do envio.
Dados atenção
A declaração pré-preenchida, disponível no sistema da Receita Federal, também exige conferência rigorosa. Isso porque mudanças recentes nas fontes de dados podem gerar inconsistências nas informações apresentadas.
Com a substituição de sistemas como a DIRF por novas obrigações acessórias, erros podem ocorrer no envio de dados por empresas, refletindo diretamente nas declarações dos contribuintes.
Diante desse cenário, a orientação é revisar todos os campos, principalmente rendimentos, despesas médicas e outras informações sensíveis, para evitar problemas futuros.
Risco malha
A expectativa é de aumento no número de declarações retidas na malha fina neste ano, devido às mudanças no sistema e ao uso crescente de novas tecnologias.
Após o envio da declaração, o contribuinte deve acompanhar o processamento junto à Receita Federal. Caso identifique pendências, é possível corrigir por meio de declaração retificadora ou buscar ajustes com as fontes pagadoras.
Outro ponto de atenção é a organização dos documentos. A maior dificuldade, segundo o especialista, está em reunir comprovantes e informações necessárias, o que reforça a importância de antecipar esse processo.



