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Uso de PMMA em estética gera alerta e cirurgiã de Ribeirão Preto (SP) desenvolve técnica para remoção

Conselho Federal de Medicina recomendou suspensão de preenchedores permanentes para fins estéticos diante de riscos tardios.
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Conselho Federal de Medicina recomendou suspensão de preenchedores permanentes para fins estéticos diante de riscos tardios.

O uso de preenchedores permanentes, como PMMA (polimetilmetacrilato), silicone e poliamida, segue gerando debates na medicina estética brasileira. Embora o PMMA seja autorizado pela Anvisa para indicações específicas e corretivas, o Conselho Federal de Medicina recomendou em 2025 a suspensão da produção e comercialização de produtos à base da substância para fins estéticos, diante do risco de complicações tardias.

Entre os problemas relatados estão infecções, deformidades e processos inflamatórios crônicos, que podem surgir anos após a aplicação. Em Ribeirão Preto (SP), a cirurgiã buco-maxilofacial Priscilla Bovo desenvolveu uma técnica para remoção cirúrgica do material em pacientes que sofreram complicações.

Riscos tardios

Segundo a especialista, os efeitos adversos podem aparecer no curto, médio e longo prazo. “Fuja desse tipo de preenchedor definitivo, procurando opções reversíveis, como gordura, ácido hialurônico e próteses faciais.”

Ela explica que complicações imediatas incluem nódulos e deformidades. Em médio prazo, podem surgir infecções. Já os casos tardios, que podem aparecer até 10 ou 15 anos depois, envolvem deformidades importantes na face.

Nova técnica

A médica relata que começou a atender pacientes com padrão semelhante de complicações, muitos já submetidos a tratamentos que apenas controlavam os sintomas, sem remover o material. A partir disso, desenvolveu um protocolo multidisciplinar baseado em mais de 100 casos operados. “O grande diferencial tá nesse protocolo cirúrgico multidisciplinar, onde a gente combina acessos estéticos em face com acessos introrais para que a gente possa alcançar os planos mais profundos da face.”

O método inclui mapeamento por ultrassom para localizar o material, além de monitorização intraoperatória do nervo facial, o que reduz riscos e permite maior previsibilidade no pós-operatório. A recuperação varia conforme a quantidade e o local do produto aplicado. Após a remoção, segundo a cirurgiã, é possível realizar procedimentos estéticos seguros, como uso de ácido hialurônico, gordura autóloga ou próteses faciais.

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