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Uso do cigarro eletrônico pode parecer inofensivo, mas produto tem causado sérios problemas de saúde

Médico pneumologista Júlio César Bruno explica os malefícios deste produto
cigarro eletrônico
Médico pneumologista Júlio César Bruno explica os malefícios deste produto

Médico pneumologista Júlio César Bruno explica os malefícios deste produto

O uso de cigarros eletrônicos, apesar de parecer inofensivo, representa sérios riscos à saúde e é proibido no Brasil, incluindo sua comercialização, importação e propaganda. Apesar da proibição, o consumo é alto, especialmente entre jovens, fato que gerou alerta até mesmo de artistas.

Riscos à Saúde e Mitos sobre o Cigarro Eletrônico

O médico pneumologista Júlio César Bruno esclarece que a crença de que o cigarro eletrônico auxilia na cessação do tabagismo é equivocada. Inicialmente visto como uma alternativa de redução de danos, estudos comprovaram o contrário, levando países como os Estados Unidos e a Europa a abandonar essa recomendação. A indústria do tabaco, segundo o especialista, utiliza o vaporizador para introduzir a nicotina em crianças, adolescentes e jovens adultos, criando novos viciados.

Componentes e Efeitos no Organismo

Os cigarros eletrônicos contêm diversos componentes, incluindo nicotina, propilenoglicol (gelo seco) e glicerol, substâncias que, ao serem inaladas, causam danos pulmonares e vasculares. Os sintomas podem ser imediatos, especialmente em pessoas com doenças respiratórias pré-existentes, como asma e bronquite. Casos graves de doenças respiratórias, inclusive a EVALI (lesão pulmonar aguda associada ao uso de cigarros eletrônicos), têm sido registrados.

Comparação com o Cigarro Convencional e outras Alternativas

O Dr. Bruno destaca que, ao contrário do cigarro convencional, onde o corpo sente melhora duas horas após a interrupção do uso, os efeitos nocivos do cigarro eletrônico persistem. Sua praticidade, ausência de cheiro e fumaça, e até mesmo um certo apelo estético, contribuem para o aumento do consumo, especialmente entre os jovens. O narguilé também apresenta riscos semelhantes, devido à possibilidade de adição de substâncias nocivas, mesmo que apenas aromas sejam utilizados. A mensagem final é clara: abandonar o vício é crucial para a saúde, pois não há benefícios no consumo de cigarros eletrônicos ou similares.

A proibição da Anvisa e de outros órgãos públicos é uma medida fundamental para proteger crianças e adolescentes, contrastando com as propagandas glamourosas do passado que associavam o cigarro a um estilo de vida atraente. A conscientização sobre os perigos do tabagismo e de seus substitutos é crucial para a saúde pública.

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