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Uso do cinto de segurança segue sendo um tabu para muitos motoristas

Cerca de 44% dos condutores entre 31 e 40 anos não usam o dispositivo no Brasil
cinto de segurança
Cerca de 44% dos condutores entre 31 e 40 anos não usam o dispositivo no Brasil

Cerca de 44% dos condutores entre 31 e 40 anos não usam o dispositivo no Brasil

Mais de um terço dos motoristas brasileiros admite não exigir o uso do cinto de segurança de passageiros no banco traseiro, apesar da obrigatoriedade e dos riscos envolvidos. A Organização Mundial da Saúde destaca os acidentes de trânsito como uma das principais causas de morte no mundo, com 140 vidas perdidas a cada hora no Brasil.

Riscos e Imprudência ao Volante

A pesquisa da Arteris aponta que entre condutores e autoridades com idade entre 31 e 40 anos, o índice de imprudência é ainda maior: cerca de 44% não exigem o uso do cinto de segurança dos passageiros. Apesar de 97% desses motoristas afirmarem conhecer a lei, a negligência persiste. A falta do cinto aumenta o risco de lesões graves, tanto para quem está no banco de trás quanto para quem está na frente, em caso de colisão.

Responsabilidade do Condutor e a Lei

O especialista em trânsito Rodrigo Pasqualoto Geraldo destaca a responsabilidade do condutor por todos os ocupantes do veículo, incluindo animais, que também devem estar devidamente presos com cinto de segurança. A ausência do cinto em um passageiro configura responsabilidade do condutor em caso de acidente, mesmo que ele próprio esteja com o cinto afivelado. A lei exige o uso do cinto para todos, e o condutor é o responsável por garantir o cumprimento dessa norma.

Conscientização e Penalidades

Estudos mostram que o cinto de segurança reduz em até 75% as chances de morte para passageiros do banco traseiro e em 50% para os da frente. Em vez de focar apenas em multas (quase R$ 200 e 5 pontos na carteira), o especialista defende campanhas educativas mais eficazes e constantes para conscientizar os motoristas. A falta de campanhas consistentes e a baixa fiscalização contribuem para a manutenção dessa perigosa realidade no trânsito brasileiro.

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