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Uso do etanol está mais vantajoso do que o da gasolina em Ribeirão Preto

Litro do álcool sofreu uma queda brusca no preço nos últimos meses
etanol x gasolina
Litro do álcool sofreu uma queda brusca no preço nos últimos meses

Litro do álcool sofreu uma queda brusca no preço nos últimos meses

As quedas sucessivas no preço do etanol em Ribeirão Preto têm impulsionado a procura pelo combustível, superando a demanda por gasolina. Essa situação contrasta com o final do ano passado, quando a maior rentabilidade da produção de açúcar levou o etanol a perder competitividade.

Queda na Demanda e Estoques

De acordo com Antônio Eduardo Tonielo Filho, representante da UNICA (União da Indústria de Cana-de-açúcar), a redução no preço do etanol se deve à queda na demanda. A produção de etanol hidratado caiu de 1,5 bilhão para cerca de 800 milhões de litros, impactando diretamente os preços. Além disso, as usinas precisam desovar os estoques da safra 2016-2017 para dar espaço à nova safra, que começa em abril. Essa maior oferta contribui para a redução de preços nas usinas.

Preços nas Bombas e a Força do Mercado

Apesar da queda nos preços nas usinas, a redução não chega integralmente ao consumidor. Antônio Dipado Rodríguez, diretor da UNICA, explica que esse descompasso se deve a um jogo de forças entre compradores, distribuidores e revendedores. A volatilidade do mercado e os estoques existentes influenciam na demora do repasse da redução para o consumidor final. Muitas distribuidoras alegam a necessidade de controlar seus estoques, dada a oscilação dos preços, justificando a demora na redução dos preços nas bombas.

Etanol como Escolha Preponderante

Em Ribeirão Preto, a preferência pelo etanol é clara. Carlos Gabarite, frentista de um posto com calculadora de combustível, relata que 90% dos clientes escolhem o etanol devido ao preço mais baixo. A diferença de preço entre etanol e gasolina, que chega a R$ 1,40, impulsiona a escolha do etanol, mesmo com a demora no repasse da redução de preços das usinas para os postos de combustível. A safra atual, que termina em novembro, terá uma moagem de 605 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

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