Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
O consumo excessivo de sal, ou cloreto de sódio, tem sido associado a um número alarmante de mortes por doenças cardiovasculares em todo o mundo. Estudos recentes e iniciativas governamentais buscam reduzir o teor de sódio nos alimentos processados, visando a melhoria da saúde pública.
O Impacto Global do Consumo de Sal
Uma pesquisa liderada pela Universidade de Harvard revelou que, em 2010, o consumo de sal esteve ligado a 2,3 milhões de mortes globalmente, sendo que 1 milhão destas ocorreram em pessoas com menos de 70 anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 15% das mortes por doenças cardiovasculares estão relacionadas ao consumo excessivo de sal.
Recomendações e Consumo Atual
A OMS recomenda um consumo diário de sal inferior a 5 gramas, o equivalente a uma colher de chá. No entanto, o consumo médio em países como Portugal (10,7 gramas) e Brasil (12 gramas) excede significativamente essa recomendação. A Associação Americana do Coração é ainda mais rigorosa, defendendo um máximo de 3,8 gramas diárias.
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Iniciativas para Reduzir o Sódio nos Alimentos
No Brasil, o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) firmaram um acordo para a redução gradual do teor de sódio em diversos alimentos processados, como laticínios e embutidos. A meta é reduzir em até 68% o teor de sódio em alimentos como mussarela nos próximos quatro anos. Desde 2011, estima-se que 11,3 toneladas de sódio foram retiradas dos alimentos no país.
Ações como essa são cruciais, considerando o alto número de mortes por doenças cardiovasculares no Brasil, cerca de 300 mil por ano. A redução do consumo de sal pode ter um impacto significativo na saúde da população, diminuindo o número de óbitos por infarto e derrame. O esforço conjunto do governo e da indústria alimentícia é um passo importante para promover uma alimentação mais saudável e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida para os brasileiros.



