Pesquisa da Sociedade Brasileira de Pediatria aponta que 40% das crianças menores de 2 anos utilizam dispositivos eletrônicos
O uso de telas em bebês é um assunto que preocupa muitos pais. Celulares, tablets e televisores tornaram-se parte da rotina familiar, inclusive para os bebês, que ficam facilmente hipnotizados pelas imagens e estímulos visuais. Mas, será que esse hábito é benéfico para o desenvolvimento infantil?
Prejuízos do uso de telas em bebês
Segundo a pediatra neonatologista Dra. Renata Castro, o uso excessivo de telas em bebês menores de dois anos pode acarretar diversos prejuízos ao desenvolvimento. Entre eles, estão atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, dificuldades de interação social, distúrbios do sono e atraso na fala. Esses impactos são comprovados por estudos da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Academia Americana de Pediatria, que não recomendam o uso de telas para bebês menores de dois anos, e sugerem uso muito restrito após essa idade.
Causas e consequências do uso excessivo
Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Pediatria revelou que 40% das crianças menores de dois anos já utilizam dispositivos eletrônicos. A falta de paciência dos pais, a necessidade de resolver tarefas domésticas ou o trabalho em home office são alguns dos motivos que levam ao uso das telas como forma de entreter ou acalmar os bebês. Utilizar telas durante as refeições também é prejudicial. A Dra. Castro alerta para os riscos de perda de controle, com casos relatados de crianças que passam até 10 horas diárias em frente às telas. Os principais prejuízos incluem impacto no desenvolvimento infantil, prejuízo na interação social e no desenvolvimento da linguagem, prejuízo no desenvolvimento motor, redução da capacidade de atenção e concentração, distúrbios do sono, aumento do risco de obesidade e influência negativa no vínculo familiar.
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Recomendações para um uso seguro
A pediatra destaca que até os dois anos de idade, o uso de telas é contraindicado. A partir dos dois anos, o uso deve ser pedagógico, com conteúdo controlado e limitado a 30 minutos, evitando horários de alimentação e antes do sono (pelo menos uma hora antes). Celulares e tablets são considerados mais prejudiciais que a televisão, devido à proximidade com os olhos e ao uso individualizado. A Dra. Castro reforça a importância de priorizar a interação real com o bebê, estimulando atividades que promovam o desenvolvimento físico, cognitivo e social, e fortalecendo o vínculo familiar.
Em resumo, o uso de telas em bebês requer cautela e moderação. A prioridade deve ser o desenvolvimento saudável e o fortalecimento do vínculo familiar, evitando o uso excessivo e optando por atividades que promovam o crescimento integral da criança.



