Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Reger Sena
Com a chegada da seca, é comum o aumento de problemas respiratórios, tosses e alergias, levando muitas pessoas à automedicação. No entanto, essa prática pode trazer consequências graves para a saúde. Conversamos com a professora Julieta Ueta, da Faculdade de Farmácia da USP de Ribeirão Preto, para entender melhor os cuidados necessários ao se automedicar.
Riscos dos Medicamentos para Congestão Nasal e Resfriados
Nesta época do ano, o uso de medicamentos para congestão nasal, coriza e resfriados comuns aumenta significativamente. A maioria desses produtos é vendida sem prescrição médica, o que exige atenção redobrada. A professora Ueta recomenda que os usuários não excedam a dose recomendada, especialmente no caso de descongestionantes nasais. Mesmo com a exigência de receita médica para antibióticos, outros medicamentos também podem apresentar riscos.
Atenção ao Tipo de Tosse e Sinais de Alerta
É crucial identificar o tipo de tosse antes de iniciar qualquer medicação. Tosses com expectoração, dores ou febre exigem atenção médica. A automedicação inadequada pode mascarar problemas mais sérios e atrasar o diagnóstico correto. A professora Ueta enfatiza a importância de procurar um médico para evitar riscos desnecessários.
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Perigos dos Vasoconstritores e Cuidados Especiais
O uso excessivo de descongestionantes nasais pode causar danos ao coração. Embora o soro fisiológico seja seguro para combater a congestão nasal, muitos produtos para adultos contêm vasoconstritores, substâncias que contraem os vasos sanguíneos. Esses componentes podem ser perigosos para pessoas com problemas cardiovasculares ou hipertensão. É fundamental estar atento a sinais como palpitações, tonturas ou palidez e, em caso de qualquer sintoma, interromper o uso e procurar um médico imediatamente.
Descongestionantes Nasais em Crianças: Evitar ao Máximo
Embora alguns descongestionantes nasais indiquem uso pediátrico com concentrações menores, é preferível evitar o uso em crianças sem prescrição médica. No passado, era comum adultos utilizarem medicamentos para adultos em bebês com congestão, o que levou a casos de paradas cardíacas e óbitos. A orientação é sempre buscar orientação médica para o tratamento de crianças.
A automedicação exige cautela e informação. Ao seguir as orientações de profissionais de saúde e estar atento aos sinais do corpo, é possível evitar complicações e garantir um tratamento mais seguro e eficaz.



