Em 2018, 37% das vagas serão destinadas a estudantes vindos de escolas públicas
A Universidade de São Paulo (USP) adotou, pela primeira vez, uma política de cotas sociais. A partir do próximo ano, 37% das vagas serão reservadas para estudantes de escolas públicas, com aumento gradativo ao longo do tempo. Cada unidade de ensino definirá como será feita a reserva.
Cotas na USP: Como funciona?
Na Engenharia de Materiais da USP em São Carlos, por exemplo, das 50 vagas disponíveis, 15 são reservadas para alunos de escolas públicas, sendo 5 para negros, pardos e indígenas. Essa mudança se deve à constatação de que, mesmo com bônus na nota do vestibular, muitos estudantes de escolas públicas não conseguiam ingressar na universidade.
Desafios enfrentados por estudantes de escolas públicas
Uma pesquisa realizada por Gabriela Dalanyol, estudante de Estatística da USP em São Carlos, revelou que muitos alunos de escolas públicas desistem de prestar o vestibular por falta de recursos financeiros, insegurança e desconhecimento do processo seletivo. Muitos sequer sabem da existência do FUVEST, o que surpreendeu os pesquisadores.
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Iniciativa e perspectivas
A nova política de cotas representa um incentivo para estudantes de escolas públicas, que frequentemente enfrentam dificuldades como falta de aulas e professores. A expectativa é que até 2021, metade dos alunos da USP seja proveniente de escolas públicas. As inscrições para o FUVEST vão até 11 de setembro.



