Tecnologia instalada nas tubulações detecta problemas; Ribeirão Preto desperdiça mais de 60% da água tratada
Ribeirão Preto enfrenta um problema crítico: mais de 60% da água tratada é desperdiçada, índice superior à média nacional de 40%. Em 2016, foram produzidos 154 bilhões de litros, com 95 bilhões desperdiçados. Para combater esse cenário preocupante, um estudo da Escola Politécnica da USP propõe uma solução inovadora.
Tecnologia a serviço da economia de água
A pesquisa desenvolvida na USP visa utilizar sensores de baixo custo (menos de R$ 20) instalados na rede de água. Esses sensores monitoram pressão e vazão, enviando dados para a nuvem. Através de algoritmos de aprendizado de máquina, o sistema prevê problemas e a necessidade de manutenção, permitindo intervenções antes que ocorram vazamentos significativos.
Manutenção preditiva: um novo horizonte
Atualmente, os reparos são reativos (após o problema) ou preventivos (troca de peças). A tecnologia proposta pela USP possibilita um terceiro tipo: a manutenção preditiva. O sistema identifica potenciais problemas e permite que equipes de reparo sejam enviadas antes que ocorram danos, evitando o desperdício de água. Imagine: um técnico da companhia de água batendo à sua porta para consertar um vazamento antes mesmo que ele aconteça.
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Resultados promissores e próximos passos
O sistema, testado em ambiente controlado, mostrou resultados animadores. Os pesquisadores acreditam que, com sua implantação, é possível reduzir as perdas de água, causadas principalmente por vazamentos e ligações clandestinas, a uma margem próxima de 2%. O próximo passo é a implantação em um dos campi da USP em São Paulo. Embora o custo dependa do tamanho da cidade e da complexidade da rede, a tecnologia mostra-se viável e promissora para o futuro do gerenciamento de recursos hídricos.



