Nova terapia visa, em alguns casos, substituir tratamentos mais invasivos
Há nove anos, pesquisadores da USP de Ribeirão Preto desenvolvem uma técnica inovadora para o tratamento de câncer de pele. O método utiliza um gel em nanopartículas, aplicado com o auxílio de corrente elétrica de baixa intensidade, para direcionar o medicamento diretamente às células tumorais.
Como funciona a terapia
O gel em nanopartículas é encapsulado em uma espécie de bexiga revestida com anticorpos. As células cancerígenas reconhecem e capturam essa estrutura, permitindo que a droga contida no gel aja diretamente sobre o tumor, sem afetar as células saudáveis. Este direcionamento seletivo representa uma grande vantagem em comparação com a quimioterapia, que causa efeitos colaterais generalizados.
Resultados promissores em testes
Testes em animais mostraram resultados animadores. Em até 20 dias, com aplicações a cada três dias, observou-se redução no tamanho e na agressividade dos tumores, com alguns casos apresentando desaparecimento quase completo. A corrente elétrica de baixa intensidade utilizada no processo não causa desconforto aos pacientes. A técnica permite que, em alguns casos, cirurgias sejam dispensadas, evitando cicatrizes indesejáveis, principalmente em áreas como a face. O tratamento é indicado para cânceres de pele, incluindo membranas oculares e bucais.
Leia também
Próximos passos
A pesquisa, publicada em revistas científicas internacionais, já demonstra eficácia em testes pré-clínicos. A próxima etapa crucial é a realização de testes em humanos, abrindo caminho para uma nova e promissora abordagem terapêutica para o câncer de pele, minimizando efeitos colaterais e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.



