Principal objetivo é descobrir o que provocou a intoxicação dos moradores da cidade na noite do dia 4 de outubro
Após nove dias intubada, Maria Aparecida de Jesus Lopes, 47 anos, recebeu alta médica na última quarta-feira. Ela foi uma das vítimas da intoxicação por gás misterioso que afetou moradores de Pontão na semana passada.
Sequelas da Intoxicação
Apesar de ter recebido alta, Maria Aparecida relata sequelas que dificultam o retorno à rotina. A trabalhadora rural descreve os sintomas como ardência no peito e na língua, além de intensa dificuldade respiratória. “Muita dor e muito sofrimento. Foi um filme de terror”, desabafa. A respiração ainda é comprometida, e ela necessita de ajuda para realizar tarefas simples, como andar e ficar em pé.
Investigação em Andamento
A USP de Ribeirão Preto auxiliará nas investigações para identificar a substância tóxica. O delegado Targinosório, da DIG de Sertãozinho, afirma que amostras foram coletadas e encaminhadas para análise, incluindo material da Unesp de Botucatu. A investigação busca identificar a fonte do vazamento, que afetou cinco bairros e cerca de mil pessoas, causando a morte de Alessandra Alves da Silva, 38 anos. A expectativa é que todos os pacientes atendidos na Santa Casa de Pontão prestem depoimento até o fim de semana.
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Busca por Justiça
Maria Aparecida faz um apelo por justiça e ação para evitar novas tragédias. “Eu peço por favor, faz justiça. Não deixe eles ficarem impunes”, clama, mostrando sua preocupação com a possibilidade de novos acidentes. A investigação busca identificar a substância, sua origem e os responsáveis pelo ocorrido, garantindo que medidas sejam tomadas para evitar que tragédias como essa se repitam.



