USP de Ribeirão Preto auxilia na análise de intoxicações por metanol
A Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto está colaborando com a análise de amostras de pacientes com suspeita de intoxicação por metanol no estado de São Paulo. Espera-se que o laboratório receba pelo menos 10 amostras nos próximos dias. Um balanço recente da Secretaria de Estado da Saúde confirmou 11 casos de intoxicação em São Paulo, incluindo um óbito, e outros 41 casos estão sob investigação.
O Papel da USP de Ribeirão Preto
O laboratório da USP em Ribeirão Preto, especializado em análises toxicológicas forenses, foi selecionado para auxiliar no enfrentamento da crise. O contato inicial foi feito pela Secretaria de Saúde de São Paulo, em conjunto com a unidade de emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, que identificou a necessidade de avaliar a presença de metanol em pacientes internados em São Paulo. As amostras serão enviadas de São Paulo para Ribeirão Preto, onde serão analisadas utilizando técnicas de cromatografia, um método padrão mundial para detectar substâncias voláteis em amostras de sangue ou urina.
Como Funciona a Análise
O laboratório da USP já possui experiência na análise de drogas de abuso, incluindo etanol, utilizando métodos que também podem detectar metanol. A coleta da amostra deve ser realizada o mais rápido possível após a internação do paciente, idealmente em até 24 horas, devido à meia-vida do metanol. Amostras coletadas tardiamente podem apresentar resultados negativos, mesmo que o paciente esteja intoxicado. Em casos de óbito, a análise pode ser realizada em fragmentos de tecidos.
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Análise de Bebidas e Destaque do Laboratório
Embora o laboratório também possa analisar amostras de bebidas, essa responsabilidade geralmente recai sobre a polícia. A análise em si leva cerca de 30 minutos após a preparação das amostras e calibração do equipamento. A inclusão do laboratório da USP de Ribeirão Preto entre os três laboratórios utilizados para essas análises é um reconhecimento da confiabilidade e do trabalho realizado pela instituição, que atua nessa área desde os anos 2000.
A colaboração da USP de Ribeirão Preto é crucial para identificar e responder a casos de intoxicação por metanol, contribuindo para a saúde pública e segurança da população.



