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USP diz não suportar demanda de pedidos da fosfoetanolamina

Universidade alega não poder produzir a substância, diz que não é dona da patente e nem indústria química
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Universidade alega não poder produzir a substância, diz que não é dona da patente e nem indústria química

Universidade alega não poder produzir a substância, diz que não é dona da patente e nem indústria química

A Universidade de São Paulo (USP) enfrenta uma crescente pressão devido a cerca de 14 mil ações judiciais que solicitam a produção e distribuição da fosfoetanolamina sintética, popularmente conhecida como ‘pílula do câncer’. A instituição, no entanto, alega não ter condições de atender a essa demanda.

O Fechamento do Laboratório e a Justificativa da USP

Na última sexta-feira, a USP divulgou um comunicado explicando o fechamento do laboratório em São Carlos, responsável pela produção da substância. A universidade argumenta que não detém a patente da fosfoetanolamina e que não possui a estrutura de uma indústria química ou farmacêutica para produzir em larga escala. A nota oficial ressalta que a produção em larga escala poderia acarretar em responsabilização penal.

A Transferência da Produção e os Desafios Legais

O pesquisador Gilberto Chierici Neto, responsável pela produção até então, foi cedido à Secretaria Estadual de Saúde para acompanhar a sintetização da substância em um laboratório em Cravinhos, visando a realização de testes em seres humanos. No entanto, advogados com mandados de busca e apreensão afirmam que buscarão as cápsulas no laboratório de Cravinhos e recorrerão ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir o acesso à substância para seus clientes.

Responsabilidades Divididas e o Futuro da Produção

A assessoria de imprensa do governo estadual esclareceu que a responsabilidade do Estado se limita aos estudos em andamento, não à entrega das cápsulas. O laboratório de Cravinhos, por sua vez, informou que apenas produzirá o composto, sem realizar o encapsulamento, e que o material será enviado à Fundação do Remédio Popular (Furp) em Américo Brasiliense. A USP reitera que a patente da fosfoetanolamina pertence ao professor aposentado Roberto Quierici, ao servidor cedido e a outros indivíduos.

Diante desse cenário complexo, a questão do acesso à fosfoetanolamina permanece um desafio, envolvendo questões legais, responsabilidades institucionais e a urgência de pacientes em busca de alternativas de tratamento.

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