Cerca de 92% do conteúdo será ministrado pela internet; atividades laboratoriais estão suspensa
O Ministério da Educação estendeu o prazo para aulas remotas em instituições federais de ensino superior até o fim do ano, devido à pandemia de Covid-19.
Adaptação das Universidades
Universidades como a USP de Ribeirão Preto estão adaptando suas atividades. De 6 mil disciplinas oferecidas pela USP, 92% migraram para o ensino online. Entretanto, atividades práticas em laboratórios e pesquisas presenciais permanecem suspensas. Para o professor Luiz Claudio Jubilato, o desafio reside em garantir a qualidade do ensino à distância, especialmente em cursos que exigem atividades práticas, como medicina.
Desafios do Ensino Remoto
O ensino remoto apresenta desafios como a falta de interação presencial entre alunos e professores, dificultando o acompanhamento individual e o esclarecimento de dúvidas. Aulas online exigem metodologias diferentes das presenciais, e aulas longas se tornam improdutivas. A USP planeja aulas remotas até 18 de julho, com um intervalo de 30 dias antes do início do segundo semestre, também no formato online. Atividades práticas em laboratório, viagens e intercâmbios permanecem suspensas até o fim do ano.
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Avaliação Contínua e Perspectivas
O professor Jubilato destaca a importância de avaliações contínuas para garantir a aprendizagem dos alunos. A Unicamp também optou pelo ensino remoto no primeiro semestre, até 31 de atrássto, com avaliação posterior para o segundo semestre. Disciplinas com poucos alunos e que permitam o distanciamento social podem retomar as aulas presenciais de forma gradual, priorizando a segurança de professores, alunos e funcionários.



