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USP Ribeirão cria biblioteca com células de brasileiros

Banco de dados será utilizado para estudar doenças e testar medicamentos
células de brasileiros
Banco de dados será utilizado para estudar doenças e testar medicamentos

Banco de dados será utilizado para estudar doenças e testar medicamentos

Banco de células-tronco brasileiras: Diversidade genética e aplicações na pesquisa

Cientistas brasileiros criaram um banco de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) que representa a diversidade genética da população brasileira. O acervo, com 23 linhagens celulares, demonstra a mistura de ancestralidades europeia, africana e indígena presentes no país. O trabalho, desenvolvido por pesquisadores do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias da USP e do Centro de Terapia Celular, foi publicado na revista Scientific Reports.

Testes de medicamentos e doenças

As células-tronco iPSCs têm a capacidade de se diferenciar em diversos tipos celulares, como neurônios, células do fígado e do coração. Essa característica permite seu uso em pesquisas de segurança e eficácia de medicamentos, reduzindo a necessidade de testes em animais. Segundo a professora Lígia da Veiga Pereira, envolvida na pesquisa, a possibilidade de gerar células de um determinado tecido, como as do coração, permite testar a ação de um medicamento diretamente nesse tipo celular antes de iniciar testes em humanos, minimizando riscos.

Aplicações em pesquisas de hipertensão

Além dos testes de medicamentos, o banco de células-tronco também se mostra valioso para o estudo de doenças comuns, como a hipertensão. A análise genômica das células revelou uma variação significativa na contribuição genética europeia (14,2% a 95%), africana (1,6% a 55%) e indígena (7% a 56%), refletindo a heterogeneidade genética da população brasileira. Cerca de 400 amostras de indivíduos com hipertensão arterial foram coletadas, incluindo 10% de pacientes resistentes aos tratamentos convencionais. Pesquisadores interessados em estudar os mecanismos da hipertensão e da resistência a medicamentos podem solicitar acesso às células-tronco desses indivíduos.

Este banco de células-tronco representa um avanço significativo para a pesquisa biomédica no Brasil, oferecendo um recurso valioso para o desenvolvimento de novos tratamentos e uma melhor compreensão da diversidade genética da população brasileira e suas implicações na saúde.

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