Ribeirão Preto saltou de 92 casos da doença em 2020 para 219 no ano passado; pesquisador traz detalhes do estudo
Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto e outras universidades identificaram um potencial avanço no diagnóstico da hanseníase, doença causada por bactéria que afeta nervos e pele. O estudo, que utiliza um teste sorológico sanguíneo, promete agilizar o diagnóstico e tratamento, reduzindo sequelas.
Aumento de Casos e a Necessidade de Novos Métodos
Ribeirão Preto registrou aumento significativo de casos de hanseníase nos últimos anos, saltando de 92 em 2020 para 201 em 2021, segundo dados da Secretaria da Saúde. Essa realidade destaca a urgência por métodos de diagnóstico mais eficazes.
Como Funciona o Novo Teste?
A pesquisa desenvolveu um teste sorológico que busca anticorpos específicos no sangue, indicando contato com a bactéria. A análise, feita por meio de um ensaio ELISA, permite identificar casos novos, indivíduos que já foram tratados e aqueles que tiveram contato com portadores da doença. A técnica é de baixo custo e pode ser realizada em laboratórios de análises clínicas, com a perspectiva de, futuramente, disponibilizar um teste rápido para uso em postos de saúde.
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Próximos Passos e Parcerias
O estudo, em parceria com a Fiocruz Bahia e a Universidade da Califórnia, está testando o método em mais de 400 indivíduos na região de Ribeirão Preto. Os resultados, que serão publicados em breve, irão validar a eficácia do teste e pavimentar o caminho para sua implementação em larga escala, auxiliando no diagnóstico precoce e no combate à hanseníase em todo o Brasil.
Este avanço na pesquisa representa uma importante contribuição para o sistema público de saúde, oferecendo uma ferramenta mais eficiente para o diagnóstico e tratamento da hanseníase, doença presente em nossa comunidade e que necessita de atenção constante.


