Segundo especialista, a ‘galactina’ combate o processo infeccioso e ajuda no aumento da imunidade do organismo
Um estudo pioneiro de quatro anos, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), revelou o potencial da proteína galactina no combate a infecções respiratórias, com publicação em revista internacional de renome. A pesquisa, realizada em parceria com o Hospital das Clínicas, apresenta resultados promissores no tratamento de doenças como a pneumocistose.
Ação da Galactina
Presente em todos os indivíduos, a produção da proteína galactina aumenta em pacientes infectados, combatendo o processo infeccioso e alterando seu resultado final. De acordo com o professor Fausto Almeida da Faculdade de Medicina, a proteína contribui para o aumento da imunidade, demonstrando eficácia contra fungos como o Cryptococcus neoformans, inibindo seu crescimento.
Impacto e Aplicações
Considerando que doenças respiratórias infecciosas causam 900 mil internações anuais no Brasil, a descoberta tem grande impacto. A infecção pulmonar, frequentemente causada por fungos presentes em aves, atinge a corrente sanguínea e se manifesta quando a imunidade está baixa. A proteína galactina, segundo o professor Almeida, poderá ser usada em conjunto com outros tratamentos ou aplicada diretamente, servindo de base para terapias recombinantes no controle da infecção.
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Perspectivas Futuras
Esta pesquisa abre caminho para novas abordagens no tratamento de doenças respiratórias, incluindo a pneumocistose, oferecendo esperança para um controle mais eficaz dessas infecções que tanto impactam a saúde pública brasileira.



