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USP Ribeirão desenvolve nova técnica para controlar diabetes

Terapia alia quimioterapia e transplante de células tronco para livrar paciente da insulina
controlar diabetes
Terapia alia quimioterapia e transplante de células tronco para livrar paciente da insulina

Terapia alia quimioterapia e transplante de células tronco para livrar paciente da insulina

Um tratamento pioneiro para diabetes tipo 1, desenvolvido na unidade de terapia imunológica do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, mostra resultados promissores. A terapia consiste em um transplante de células-tronco após sessões agressivas de quimioterapia, que visam desligar o sistema imunológico do paciente.

Como funciona o tratamento?

A imunologista Maria Carolina Rodríguez explica que, no diabetes tipo 1, o sistema imunológico ataca erroneamente o pâncreas. A quimioterapia destrói as células imunológicas que causam esse ataque, e o transplante de células-tronco reinicia o sistema imunológico de forma corrigida, fazendo com que ele deixe de agredir o pâncreas.

Resultados e próximos passos

Em uma primeira fase, 25 pacientes com idades entre 12 e 35 anos participaram do estudo. Destes, 21 pararam de usar insulina por um tempo, e dois permanecem livres da insulina há mais de 10 anos. A segunda fase da pesquisa busca aumentar a dose da quimioterapia para apagar quase completamente o sistema imunológico, aumentando as chances de sucesso a longo prazo. O endocrinologista Carlos Eduardo Braga, coordenador do projeto, destaca que o tratamento é mais eficaz em pacientes recém-diagnosticados (menos de 6 semanas) com idade entre 18 e 35 anos, devido à agressividade da quimioterapia e à capacidade residual de produção de insulina pelo pâncreas.

O sucesso do tratamento também está diretamente ligado ao estilo de vida do paciente, que deve manter uma alimentação saudável, praticar atividade física regularmente, monitorar a glicose e tomar os medicamentos prescritos. O rápido diagnóstico é crucial, pois a diabetes é uma doença grave que pode levar a complicações como cegueira, amputações e doenças cardíacas e renais.

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